- Os advogados do homem acusado de assassinar um executivo da seguradora UnitedHealthcare em Manhattan contestaram provas cruciais no julgamento, após uma investigação de duas semanas.
- Mangione, de 27 anos, foi detido em Altoona, Pensilvânia, a 480 quilómetros de Nova Iorque, após identificação com documentação falsa da Nova Jérsia.
- Na altura da detenção, a polícia revistou a mochila dele e encontrou uma arma, um silenciador e um carregador, além de um suposto manifesto sobre a indústria de seguros.
- Houve também uma revista íntima durante o interrogatório, com a polícia a recolher pertences diversos.
- O suspeito pode enfrentar pena de prisão perpétua sem liberdade condicional, além de uma acusação federal que prevê pena de morte; ainda não há data marcada para o julgamento no estado de Nova Iorque.
Os advogados do homem acusado de assassinar a tiro um executivo da UnitedHealthcare compareceram no tribunal para contestar provas-chave do julgamento. Mangione, de 27 anos, é acusado de matar Brian Thompson, em Manhattan, numa rua da cidade, no início de dezembro de 2024. A defesa alega questões processuais e admissibilidade de evidências.
As autoridades mostraram imagens públicas que identificaram o suspeito e conduziram à sua detenção em Altoona, Pensilvânia, a cerca de 480 quilómetros de Nova Iorque. O gerente de um McDonald’s local informou à polícia ter visto um homem com a descrição do atirador no restaurante a 9 de dezembro de 2024, cinco dias após o crime.
A identificação envolveu uma carta de condução de Nova Jérsia apresentada como documento falso em nome de Mark Rosario. Os agentes afirmaram ser evidente que o documento não deveria ter sido utilizado, conforme testemunho ouvido no tribunal em Manhattan. Mangione afirmou àquela altura não querer responder a perguntas adicionais.
Desenvolvimento no tribunal
A detenção de Mangione ocorreu após a identificação com o documento falso e no contexto de diligências de verificação de identidade. Imagens mostram a chegada de várias forças policiais ao local, com Mangione a permanecer no espaço durante o interrogatório inicial.
Na fase de revista, a polícia Christy Wasser inspecionou a mochila do suspeito, encontrando um carregador de munição. A supervisora descreveu o peso da mochila enquanto Mangione observava de cabeça baixa. A arma e o silenciador foram encontrados na mochila na sequência.
Evidências e potencial decisão
A arma, o silenciador e o que procuradores descrevem como um manifesto sobre seguros foram apreendidos na mochila. A revista íntima incluía perguntas sobre estado civil, dentes e contatos de emergência. Entre os pertences, foi recolhido um frasco de manteiga de amendoim Skippy, uma pen e uma lista de tarefas.
Ainda não existe data marcada para o julgamento em Nova Iorque. Mangione enfrenta uma possível pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, além de uma acusação federal que pode prever a pena de morte.
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