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NATO aposta na defesa anti-drones de próxima geração e na indústria europeia

NATO aposta em defesa contra drones mais económica e cooperação com indústria europeia para reduzir custos operacionais e acelerar a inovação

Sistema de drones "American Merops", usado pela Polónia e pela Roménia para travar drones russos, na Polónia, em 18 de novembro de 2025
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  • A NATO realizou o AIRCOM Industry Day em Ramstein para explorar soluções mais económicas de defesa contra drones e reforçar a cooperação com a indústria europeia.
  • Registaram-se incidentes que aumentam a pressão: drone caiu num prédio na Roménia, outro violou o espaço aéreo da Lituânia e o aeroporto de Munique esteve paralisado por deteção de drone.
  • O tenente-general Guillaume Thomas sublinha a necessidade de manter vantagens em custos, produção e inovação, defendendo uma cooperação estreita entre indústria e forças armadas.
  • O evento destaca o míssil interceptor da MBDA para o sistema Skyranger 30 da Rheinmetall, com primeiros sistemas previstos para a Brigada 45 alemã na Lituânia entre 2027 e 2028, envolvendo 54 interceptores por bateria.
  • A cooperação com a Ucrânia é vista como indispensável, com foco em sistemas fiáveis e deteção por radar, enquanto empresas como Alta Ares e Aselsan apresentam soluções, reforçando a presença europeia na resposta à ameaça dos drones.

O Allied Air Command (AIRCOM) da NATO realizou, pela segunda vez, o AIRCOM Industry Day na base aérea de Ramstein, nos EUA. O objetivo é encontrar soluções económicas para defesa contra drones e reforçar a cooperação com a indústria europeia de armamento. Representantes de empresas e forças armadas debateram novas abordagens de defesa contra sistemas não tripulados.

O encontro destacou a pressão de responder aos drones que já representam uma ameaça crescente para a NATO. A organização analisa custos de resposta, produção e inovação, defendendo maior colaboração entre indústria e missões militares para enfrentar o desafio.

Cooperação com a Ucrânia como peça-chave

A especialista Ulrike Franke, do ECFR, afirmou que os drones alteraram o campo de batalha e que a NATO deve priorizar custos e escalabilidade das soluções, em vez de sistemas caros. A cooperação com a Ucrânia é apontada como indispensável para uma resposta eficaz.

O tenente Oleksandr Worobjow, da defesa aérea ucraniana, indicou dificuldades na deteção por radar de pequenos drones, o que impede o desenvolvimento de interceptores totalmente autónomos. Radares atuais falham ao seguir alvos de menor dimensão.

Indústria e militares em parceria para derrotar drones

O evento foca a entrada rápida de novas tecnologias nas forças armadas, com participação de quase 40 empresas. Expositores incluem MBDA, Hensoldt, Aselsan e Alta Ares, que apresentam radares, drones interceptores e mísseis.

Entre as soluções em foco está um míssil interceptor desenvolvido pela MBDA para drones, com integração prevista no sistema Skyranger 30 da Rheinmetall. As primeiras entregas devem valer para a Brigada 45 alemã na Lituânia entre 2027 e 2028.

A exposição mostra também drones interceptores de diferentes capacidades e sistemas de IA para apoio à deteção e decisão. A cooperação com a Ucrânia é reiterada como fundamental, mesmo sem a presença de empresas ucranianas no evento.

Desafios e oportunidades na prática

O tenente-coronel Steffen Bott destacou que o Counter-UAS ganha destaque devido a necessidades operacionais reais, impulsionadas pela rapidez das inovações, especialmente entre start-ups. A NATO não assinou contratos diretos com as empresas, mantendo o foco na adaptação às necessidades militares.

Em termos de lições da guerra na Ucrânia, executivos de várias empresas sublinharam a importância de soluções fiáveis e rápidas na tomada de decisão, recorrendo a IA para reduzir o tempo entre deteção e resposta. A presença europeia no terreno é vista como essencial para compreender o campo de batalha moderno.

O AIRCOM Industry Day reúne mais de 30 expositores, com foco em soluções que vão desde radares até mísseis guiados para defesa contra drones. O objetivo é acelerar a adoção de tecnologias que tornem as respostas mais económicas e eficazes.

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