- Após a estreia mundial no 79.º Festival de Cannes, o cineasta polaco Paweł Pawlikowski recebeu o prémio de Melhor Realizador pelo filme Fatherland.
- O enredo acompanha o escritor Thomas Mann e a filha Erika numa viagem de carro pela Alemanha já dividida entre ocidente e Leste, após a Segunda Guerra Mundial.
- O filme aborda fraquezas familiares, pertença e apropriação cultural, em fotografia a preto e branco e tom atmosférico, com direção de fotografia de Łukasz Żal.
- O elenco inclui Sandra Hüller (Erika) e Hanns Zischler (Thomas Mann); a duração é de 82 minutos.
- Fatherland está já em exibição nos cinemas polacos e chega à Europa a partir de setembro.
O filme Fatherland, do cineasta polaco Paweł Pawlikowski, foi apresentado em Cannes na competição do 79.º Festival. O grande destaque foi o galardão de Melhor Realizador para Pawlikowski, oito anos depois de Cold War. A produção é um retrato histórico em preto e branco.
Thomas Mann, Nobel da Literatura, regressa à Alemanha quatro anos após o fim da guerra. A obra acompanha também a filha Erika, numa viagem que cruza a Alemanha dividida entre Ocidente e Oriente, com disputas sobre a pertença cultural e ideológica.
A viagem de carro entre Weimar e as zonas ainda marcadas pela guerra expõe fraturas familiares e as cicatrizes do conflito. Erika tenta conciliar o papel de assistente com a vontade de encontrar Klaus, o irmão.
Cannes e elenco
Sandra Hüller interpreta Erika, figura central que conduz a narrativa, e Hanns Zischler dá vida a Thomas Mann. A dupla é acompanhada por August Diehl, cujos laços com a família Mann acrescentam tensão ao enredo.
Em termos formais, Fatherland utiliza fotografia em contraste alto, planos longos e uma atmosfera contida que reforçam a intimidade entre pai e filha. A direção de Pawlikowski ressalta luto e pertença.
A narrativa é construída como uma terceira peça de uma trilogia informal iniciada com Ida (2013) e Cold War, mantendo a assinatura estética do cineasta. A obra trata de apropriação cultural e de identidades em contexto europeu.
Fatherland tem 82 minutos e mantém o tom contido característico do diretor. A produção já está em exibição nos cinemas polacos e terá estreia faseada na Europa a partir de setembro.
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