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Hungria: Parlamento aprova mandato máximo de oito anos para primeiro-ministro

Parlamento húngaro aprova limite de oito anos para o cargo de primeiro-ministro, impedindo Orbán de regressar ao poder e limitando o mandato de Magyar

Reúne-se o parlamento húngaro
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  • O parlamento da Hungria aprovou a 16.ª revisão da Lei Fundamental, limitando o mandato de primeiro-ministro a oito anos no total (contando entre 1990 e 2026).
  • Viktor Orbán deixa de poder voltar a chefiar o governo, e Péter Magyar não poderá exercer o cargo por mais de oito anos.
  • A alteração permite também a extinção do Escritório para a Proteção da Soberania e das fundações de gestão de ativos que colocaram universidades sob curadores próximos do Fidesz.
  • A revisão foi aprovada com 135 votos a favor, 50 contra e 6 abstenções.
  • O processo decorreu sem consultas públicas, resultando em pequenas alterações ao texto; o governo avança com a promessa de uma nova Constituição sujeita a referendo.

O Parlamento da Hungria aprovou a 16.ª revisão da Lei Fundamental, que fixa em oito anos o mandato total de primeiro-ministro. A proposta foi apresentada pelos deputados do partido no governo, Melléthei-Barna Márton e Hantosi István, e recebeu 135 votos a favor, 50 contra e 6 abstenções.

A alteração considera o tempo já cumprido entre 1990 e 2026, impedindo Viktor Orbán de retornar ao cargo. Também limita a estadia de Péter Magyar no poder a oito anos, mesmo que em períodos diferentes.

Ainda permite eliminar o Escritório para a Proteção da Soberania, criado para acompanhar a chamada lei dos agentes estrangeiros, e desfavorece as fundações de gestão de ativos de interesse público que supervisionavam universidades.

Contexto institucional

A mudança marca a 16.ª modificação à Lei Fundamental desde 2011, sem consultas amplas à sociedade. O texto sofreu apenas ajustes menores em comissão, conforme a tramitação parlamentar.

Nas últimas semanas, Orbán indicou que a Lei Fundamental seria alterada e que um processo constituinte mais amplo seria discutido mais tarde pelo partido com maioria de dois terços. A promessa inclui uma nova Constituição.

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