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Singapura aplica até três açoites com varas a agressores nas escolas

Singapura autoriza até três açoites com varas a rapazes que façam bullying, como último recurso; ONU e Unicef alertam para impactos na saúde e no desenvolvimento

Singapura introduz novos castigos para bullies
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O Governo de Singapura confirmou a implementação de uma disciplina física restrita nas escolas, destinada a rapazes que pratiquem bullying. O recurso permite até três açoites com varas, desde que seja aplicado como último recurso. A medida entra em vigor de imediato, com supervisão escolar.

A aplicação fica a cargo de um professor autorizado pelos diretores, e abrange também casos de cyberbullying. As escolas devem ter em conta a maturidade do aluno e o benefício pedagógico, avaliando se o castigo ajuda a aprender com o erro. O bem-estar continuará a ser monitorizado, incluindo apoio psicológico.

Além do regime disciplinar, o código penal de Singapura proíbe castigos corporais a pessoas do sexo feminino. A nova política justifica-se pela necessidade de reduzir casos de intimidação entre estudantes, em especial após episódios registados no ano anterior.

Contexto internacional e críticas

Entidades como a ONU e o UNICEF criticam o recurso a castigos físicos, defendendo que causam danos à saúde e ao desenvolvimento infantil. Relatos de organizações internacionais apontam para impactos negativos de longo prazo em várias regiões.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde, também citado pela imprensa, indica que os castigos corporais são ainda amplamente praticados globalmente. Estima-se que mais de 1,2 mil milhões de crianças vivem sob este tipo de punição.

O Governo de Singapura afirma que a medida visa reduzir episódios de intimidação grave entre menores, combinando o castigo com acompanhamento terapêutico e apoio educativo. A política reforça a necessidade de monitorizar progressos e impactos aos alunos.

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