A Justiça do Rio de Janeiro ordenou a expulsão de Carlos Alberto Gomes de Jesus do condomínio Alphaland Residence Club, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. A decisão foi tomada pela juíza Erica Batista de Castro, após registo de 52 ocorrências entre junho de 2019 e março de 2023.
Segundo a sentença, o antigo jogador atuou em festas com música alta, gritaria e ofensas a vizinhos, além de utilização indevida das áreas comuns e danos no património. Moradores relataram ainda agressões e comportamentos considerados incompatíveis com a convivência.
Testemunhas descrevem eventos que se prolongavam noite adentro, com convidados a atirar beatas de cigarro e garrafas para áreas comuns junto à piscina. Registos policiais referem episódios de agressão ocorridos no interior do condomínio.
Apesar de multas ao longo dos anos, totalizando cerca de 20 mil reais, o comportamento não sofreu alterações significativas. A expulsão aplica-se ao apartamento, cuja propriedade permanece vinculada à empresa Two Stars Marketing Esportivo Ltda; a decisão prevê multa de até 100 mil reais em caso de incumprimento.
A defesa nega envolvimento em orgias ou atos sexuais públicos, afirmando que o atleta é alvo de perseguição. Carlos Alberto reconheceu apenas excessos no volume da música e pediu indemnização por danos morais, rejeitada por falta de provas.
Revelado nas camadas de base do Fluminense, o atleta destacou-se no F.C. Porto entre 2004 e 2005, marcando na final da Liga dos Campeões de 2003/2004. Chegou a ser um dos mais jovens a marcar numa final da Champions, antes de seguir carreira em clubes nacionais e internacionais.
Até ao momento, a defesa não informou se irá recorrer da decisão judicial. A expulsão mantém a propriedade do imóvel sob a empresa do ex-jogador, sem alterações no título de posse.
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