A França regista pelo menos 40 mortes por afogamento desde o início da vaga de calor, em 18 de junho. O balanço foi confirmado como parte do acompanhamento da época quente que atinge várias regiões do país. A maioria das vítimas é jovem.
O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, afirmou que os recordes estão a ser batidos diariamente, descrevendo o fenómeno como um “triste flagelo”. A ministra do Desporto, Marina Ferrari, apontou cerca de 20 mortes por afogamento desde o início do fim de semana, elevando o total para mais de 40.
Dois rapazes de 15 anos perderam a vida ao afogar-se no Doubs, em Besançon, no sábado. No domingo, uma menina de 13 anos morreu no Sena, em Fontaine-le-Port, na região de Seine-et-Marne, após mergulhar e não regressar à superfície.
Lecornu salientou a preocupação com a duração e a intensidade do episódio de calor, reconhecendo incertezas sobre o fenómeno. O governo sublinhou a necessidade de manter os hospitais a funcionar e de apoiar os mais vulneráveis.
Para já, o executivo realça a prioridade de assegurar o funcionamento hospitalar e a solidariedade com pessoas vulneráveis, sobretudo residentes em casa. Em paralelo, mantém a vigilância sobre as medidas de proteção.
Além das mortes por afogamento, já houve cinco óbitos associados ao calor, incluindo três idosos e duas crianças (2 e 4 anos) que faleceram presas dentro de um veículo.
54 departamentos estão em alerta vermelho, com previsões de temperaturas acima de 40 graus para esta terça-feira. A Météo France alerta para elevado risco de incêndios florestais, especialmente em zonas rurais.
A meteorologista alerta que as condições atuais aumentam o risco de início e propagação de incêndios em comparação com o verão normal. O organismo mantém o aviso de risco elevado para o país.
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