Um forte ruído seguido de uma onda de choque abalou o litoral Centro, ao final da manhã desta segunda-feira. O fenómeno, de causas ainda por apurar, não provocou vítimas nem danos materiais, segundo a Proteção Civil municipal.
Pelas 12h37, num parque de estacionamento exterior de uma superfície comercial em Buarcos, Figueira da Foz, a Lusa observou o barulho surdo, parecido com um trovão distante, seguido de uma onda de choque de cerca de dois segundos que tremeu o chão e abalou vidros do supermercado.
A fonte da Proteção Civil Local indicou que o edifício municipal fica a 2,6 km do local, e que o contacto para identificar a origem não teve êxito até ao momento. Não houve chamadas de emergência registadas.
A mesma fonte descartou a hipótese de uma descarga elétrica, dada a ausência de descargas visíveis e o céu limpo na altura. Também afastou a possibilidade de um avião de combate a passar a barreira do som ou de uma explosão subaquática no Mondego.
Foi mencionado que trabalhadores portuários da área não ouviram nem sentiram nada, à semelhança do comandante da Capitania da Figueira da Foz, na zona ribeirinha. Relatos surgiram noutras zonas ao longo do Mondego e em locais como Quiaios, Ferreira-a-Nova, Tocha, Bunhosa e Arazede.
O IPMA confirmou ter recebido diversos telefonemas de corporações de bombeiros, mas afirmou que as estações sísmicas do continente não registaram qualquer evento relevante.
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