O Japão emitiu um alerta de tsunami após um terramoto de magnitude 7,4, ocorrida no norte do país. O abalo aconteceu às 16h53 locais, no Oceano Pacífico, ao largo da Prefeitura de Iwate, e a Agência Meteorológica do Japão (JMA) avisou para ondas de até três metros. As autoridades pediram à população que siga as instruções de segurança e procure terrenos mais altos.
As primeiras ondas de tsunami podiam atingir imediatamente a costa norte, segundo a JMA. Autoridades recomendaram evacuação para locais mais seguros, como terrenos elevados, e alertaram que as ondas poderiam ocorrer repetidamente. A NHK mostrou, até ao momento, poucos danos visíveis nos portos de Iwate, e o gabinete da primeira-ministra Sanae Takaichi abriu uma equipa de gestão de crise.
Contexto regional
O Japão está entre os países com maior atividade sísmica, situado no Anel de Fogo e sobre várias placas tectónicas. O arquipélago registra, em média, cerca de 1.500 abalos anualmente, respondendo por uma parte significativa dos sismos globais. Os alertas de tsunami refletem o risco permanente associado ao território.
Histórico recente e medidas
Em 2011, um sismo de magnitude 9,0 provocou um tsunami devastador e graves danos em Fukushima. Em 2024, a JMA emitiu um alerta de possibilidade de um mega-sismo na falha de Nankai, com cenários de severos impactos e custos elevados. Em 2025, foi feito outro aviso de mega-sismo durante uma semana, após um terremoto de 7,5 na costa norte, com ondas de até 70 centímetros e ferimentos.
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