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CEO da Lusíadas Saúde defende que cidadãos gerem a sua própria saúde

CEO da Lusíadas Saúde defende responsabilização individual na saúde e prevenção, com IA a facilitar triagem e reduzir pressão sobre o sistema

Vasco Antunes Pereira
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  • O presidente executivo da Lusíadas Saúde defende que as pessoas devem responsabilizar-se pela gestão da própria saúde, com foco na prevenção e na longevidade.
  • A rede da Lusíadas Saúde aposta em centros de saúde integrada com diagnóstico precoce para que as pessoas acedam a cuidados antes de surgir uma doença.
  • O CEO afirma que Portugal precisa repensar a estrutura do sistema de saúde para lidar com envelhecimento e recursos humanos escassos, recorrendo à tecnologia.
  • A inteligência artificial pode reduzir urgências, orientar triagens e permitir que profissionais atendam apenas o necessário, com equipamentos que oferecem triagem quase 100% precisa.
  • A IA já está integrada em equipamentos como ressonâncias magnéticas, TAC e em sistemas de back-office; o investimento é significativo, mas depende da integração de vários sistemas.

O presidente da Lusíadas Saúde defende que, com os recursos limitados no setor, deve haver maior responsabilização dos cidadãos pela gestão da própria saúde. O foco deve estar na prevenção em vez da cura, com a inteligência artificial a apoiar esse caminho.

Vasco Antunes Pereira destacou que o setor tende a privilegiar indicadores de atuação clínica — consultas, cirurgias e urgências — quando o ganho real está na prevenção e na gestão individual da saúde ao longo da vida.

O responsável explicou que os centros de saúde integrada da Lusíadas Saúde promovem diagnóstico precoce e um atendimento altamente personalizado. O objetivo é que as pessoas se responsabilizem, acedam a cuidados preventivos e aumentem a longevidade de forma saudável.

O CEO sublinhou a necessidade de Portugal repensar a estrutura do sistema de saúde para enfrentar desafios de recursos humanos e de longevidade. A ideia é adaptar o paradigma da saúde aos tempos atuais, com maior uso de tecnologia.

Para responder a uma população que vive mais e precisa de mais cuidados, apontou a importância de empregar tecnologia. A IA surge como ferramenta crítica para aliviar a pressão sobre os hospitais, especialmente em fases de envelhecimento da população.

A porta de entrada para o sistema, defendida, deve ser a consulta de medicina geral e familiar. Nessa triagem holística, os profissionais ficam disponíveis para tratar apenas o que é essencial, otimizando o uso de recursos.

Além da triagem humana, a tecnologia pode quantificar necessidades individuais. Pereira referiu uma redução global na procura de urgências, creditando parte dessa tendência ao uso de IA para esclarecer dúvidas e diminuir a ansiedade.

Segundo o presidente, já existem equipamentos com IA integrada em seus algoritmos que permitem uma triagem com grau de certeza elevado sobre a necessidade de recorrer ao sistema de saúde, sem diagnosticar.

No que diz respeito ao investimento em IA, reconheceu que é difícil isolar o seu impacto, pois está embutido em equipamentos como ressonâncias magnéticas, tomografias e sistemas de back-office, incluindo faturação e atendimento. Ainda assim, considera o investimento relevante.

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