Portugal junta-se a Espanha e Turquia para criar fábrica de IA integrada no MareNostrum5, no Barcelona Supercomputing Center. O consórcio ibérico será responsável por transformar o MareNostrum5 numa instalação dedicada à IA na rede europeia. A iniciativa faz parte de 35 novos supercomputadores para a IA em 23 países, anunciados pela Nvidia.
Os equipamentos usarão as arquiteturas mais recentes da Nvidia, nomeadamente a Blackwell, elevando a capacidade para dezenas de exaflops. Em termos práticos, isto traduz-se em um salto significativo na rapidez de processamento de dados para investigação.
O objetivo é permitir previsões meteorológicas mais fiáveis, com antecipação de tempestades e ondas de calor. Na medicina, a rápida análise de moléculas pode acelerar o desenvolvimento de novos fármacos e tratamentos. Outras áreas incluem agricultura sustentável e energia.
Papel de Portugal no projeto
O Barcelona Supercomputing Center lidera o projeto, com participação direta de Espanha, Portugal e Turquia. A atualização do MareNostrum5 transforma-o na primeira instalação europeia desenhada para uma fábrica de IA na rede institucional.
O diretor do centro, Mateo Valero Cortés, afirma que o consórcio fornecerá ferramentas para enfrentar desafios complexos, desde modelação climática até descoberta biomédica, em colaboração com investigadores europeus.
Este movimento também visa reforçar a soberania digital da UE, reduzindo a dependência de centros de dados estrangeiros e garantindo tratamento dos dados dentro de regras comunitárias de privacidade. Nvidia aponta para uso da tecnologia em mais de 90% do esforço de modernização de centros europeus.
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