Jeff Bezos subiu ao palco da VivaTech, em Paris, para dizer que a humanidade precisa de habitar a Lua e, no futuro, outros corpos celestes, como forma de reduzir o impacto ambiental da indústria na Terra.
A sessão contou com Dave Limp, da Blue Origin, e Mike Massimino, ex-astronauta da NASA, e teve como foco a ideia de deslocar indústria pesada para fora do planeta como forma de conciliar crescimento económico com proteção ambiental.
Bezos argumentou que o planeta pode regressar ao estado pré-revolução industrial, apontando que a qualidade de life melhorou globalmente, mas o ambiente ficou degradado pela atividade humana. A Lua surge como passo crucial para o espaço profundo.
Viabilidade rápida e recursos lunares
A Lua seria mais acessível que Marte, com deslocações em três dias e meio, ao contrário de janelas de visita a Marte de dois em dois anos. A presença lunar permitiria fabricar materiais com energia significativamente menor, estimando-se 28 vezes menos energia por kg do que na Terra.
Foi lembrado que as primeiras missões Apollo combinaram impulso geopolítico com custos elevados, entre eles a participação de até 4,5% do orçamento federal. O objetivo atual da Blue Origin é uma presença permanente, não uma corrida rápida.
A visão de Bezos inclui infraestruturas espaciais de grande escala, habitats orbitais, energia solar off-world e produção de componentes fora da Terra, com Marte sendo destino apenas após consolidar a base lunar.
Prometheus e o ritmo da engenharia
Bezos mencionou a Prometheus, empresa de IA que cofundou, apresentada como ferramenta para acelerar o design de projetos de engenharia. A ideia é reduzir ciclos de desenvolvimento de décadas para anos e, posteriormente, para meses.
Segundo o empresário, a engenhosidade humana sempre impulsionou o progresso, desde ferramentas antigas até a máquina a vapor, e o momento atual oferece amplas oportunidades para empreendedores. O apelo fica dirigido aos jovens que pretendem inovar.
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