- O Centro Helénico de Inovação em Defesa completou dois anos de funcionamento, destacando resultados operacionais e o mapeamento de capacidades nacionais.
- O centro criou um mecanismo duplo para registar necessidades das Forças Armadas e identificar capacidades tecnológicas no país, universidades e centros de investigação.
- Três projetos já passaram à fase operacional e outros seis estão em curso; três novos projetos de Investigação e Desenvolvimento arrancarão em junho de 2026.
- O sistema de guerra eletrónica Centauro já está em uso, com outros sistemas de reconhecimento e vigilância em fases avançadas.
- A Grécia tem forte impacto europeu: 410 propostas submetidas ao Fundo Europeu de Defesa, 57 aprovadas, 34 com participação grega; investimento em capital humano com 1,3 milhões de euros, 12 projetos de doutoramento, parceria com MIT para robótica marítima e planos de cooperação com a França para 2027.
O Centro Helénico de Inovação em Defesa assinalou dois anos de funcionamento, destacando avanços na defesa grega em resposta a conflitos recentes no Ucrânia e no Médio Oriente. O balanço mostra mobilização do ecossistema nacional e resultados operacionais.
Segundo Pantelis Tzortzakis, diretor-executivo, o Centro criou um mecanismo duplo: registar as necessidades das Forças Armadas e mapear as capacidades tecnológicas disponíveis no país. A meta é alinhar operações com produtos nacionais.
Atribuída aos fundos de maturidade tecnológica, a filosofia do Centro recusa iniciar por ideias soltas, priorizando produtos já próximos do nível final. O objetivo é elevá-los até ao estágio de produto final.
Investimento e resultados
Três projetos de inovação estão concluídos e outros seis em desenvolvimento, com três novos já previstos para arrancar em junho de 2026. Projetos de guerra eletrónica e de reconhecimento já operacionais mostram impacto.
O sistema Centauro, de guerra eletrónica, é um marco da parceria entre a Indústria Aeroespacial Helénica e o Centro. Outras tecnologias incluem sistemas de vigilância e reconhecimento em fases avançadas.
Paralelamente, o Centro investe em capital humano. Mais de 1,3 milhões de euros foram atribuídos a projetos de investigação de instituições militares e 12 doutoramentos estão financiados, com perspetiva de duplicação.
Perspetivas e dimensão europeia
O Centro coordena formação MIT para as Forças Armadas, centrada em robótica marítima e sistemas autónomos. No plano europeu, a Grécia participa com 57 propostas aprovadas em 410 submetidas, mostrando peso crescente no Fundo Europeu de Defesa.
Tecnologias de dupla utilização ganham destaque: 76% das startups desenvolvem esse tipo de tecnologia, 63% atuam em IA e 49% veem vantagem competitiva na defesa. Cerca de 84% pretendem captar capital nos próximos 12 meses.
Para o futuro, o Centro planeia uma cooperação com a França, iniciando em 2027, para desenvolver sistemas integrados de defesa aérea e naval. O objetivo é ampliar capacidades e colaboração entre domínios.
O ministro da Defesa Nacional, Nikos Dendias, destacou que a inovação é um pilar da Defesa Nacional e que a Grécia precisa evoluir o seu modelo produtivo, articulando necessidades e capacidades locais.
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