- O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, disse que o modelo de linguagem Amália será apresentado este mês, em Macau, após dois anos de desenvolvimento.
- O projeto envolve mais de cinco milhões de euros do Estado, com apoio do Plano de Recuperação e Resiliência, e não será disponibilizado via chat público para cidadãos.
- A apresentação pública não implica acesso geral: o Amália destina-se a aplicações específicas da administração pública e requer competências técnicas para utilização.
- O modelo é desenvolvido por várias universidades portuguesas e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, com o objetivo de promover o português europeu e as especificidades da língua e cultura lusófona.
- O Amália baseia-se no património informativo do Arquivo.pt, levantando questões legais e de direitos de autor que estão a ser avaliadas por juristas.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, revelou em Macau que o modelo de linguagem IA em português Amália ficará pronto “este mês”. A promessa surge após dois anos de desenvolvimento, com um investimento de mais de 5 milhões de euros apoiado pelo PRR.
Segundo o governante, a apresentação pública do Amália está prevista para o final de junho, mas não haverá um chat público para a população interagir com o sistema. O objetivo é uso em aplicações da Administração, não um serviço de atendimento geral.
O projeto, que tem participação de várias instituições portuguesas, inclui a Universidade Nova de Lisboa, Instituto Superior Técnico, Universidade de Coimbra, Universidade do Porto, Universidade do Minho e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia. O Amália visa maior rigor linguístico e cultural do português de Portugal.
Apresentação e objetivo
A equipa de desenvolvimento destacou que o Amália fará parte da Agenda Nacional de IA e que o modelo foi criado para ser utilizado em aplicações da administração pública, sem previsão de um portal de acesso público semelhante a chats comerciais.
O modelo deverá permanecer aberto apenas para utilizadores com capacidades técnicas e recursos adequados para treinar e explorar IA. O objetivo é promover melhoria do português europeu e das variantes dentro da lusofonia, sem disponibilizar um serviço público direto.
Questões legais e acesso aos dados
O Amália utiliza conteúdos de valor institucional, incluindo o Arquivo.pt, para treinar o modelo. Não há acordo de pagamento a jornais pelo uso destes conteúdos, e a equipa legal acompanha a fiscalização de direitos de autor e a compatibilidade jurídica.
As autoridades portuguesas classificaram o Amália como projeto estratégico, com foco no desenvolvimento de novos casos de uso no sistema educativo. A versão de testes foi concluída na primeira metade de 2025, e a versão final está prevista para este mês.
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