- Até 2050, estima-se que cerca de 1,2 mil milhões de pessoas em todo o mundo possam ser afetadas por problemas de saúde mental.
- Investigadores da Universidade de Tecnologia de Dresden, na Alemanha, exploram o potencial da inteligência artificial para modelar perturbações mentais com grandes modelos de linguagem.
- Os grandes modelos de linguagem surgem como ferramentas que reproduzem determinados aspetos do raciocínio e do desempenho cognitivo humano.
- A equipa induziu estados emocionais nos modelos (medo, ansiedade, raiva, repulsa, tristeza, preocupação e stress) para analisar mecanismos associados às perturbações mentais e estratégias de regulação.
- As conclusões indicam que, embora não possuam consciência, os modelos conseguem simular padrões de pensamento através do processamento de linguagem, incluindo enviesamentos cognitivos semelhantes aos humanos.
Até 2050, estima-se que 1,2 mil milhões de pessoas em todo o mundo possam ser afetadas por problemas de saúde mental. Investigadores da Universidade de Tecnologia de Dresden, na Alemanha, exploram o potencial da IA para modelar perturbações mentais com grandes modelos de linguagem.
Embora algumas doenças mentais tenham sido estudadas com modelos animais, os cientistas sublinham as limitações na reprodução da complexidade do comportamento humano. A pesquisa analisa o alcance dos LLMs para simular aspetos do raciocínio humano.
De acordo com a Euronews, os grandes modelos de linguagem emergiram como ferramentas capazes de reproduzir determinados aspetos do pensamento. Estas plataformas são usadas como sistemas experimentais para entender mecanismos de perturbação mental.
Metodologia e enquadramento
A equipa induziu nos modelos estados emocionais como medo, ansiedade, raiva, repulsa, tristeza, preocupação e stress. Esses estados serviram de base para analisar mecanismos associados às perturbações mentais.
Posteriormente, procuraram perceber se esses estados poderiam ser modulados ou atenuados através de diferentes estratégias de regulação. A investigação também avaliou se a indução de emoções específicas causava enviesamentos cognitivos semelhantes aos observados em pessoas.
Resultados e implicações
Conclui-se que, embora os modelos não tenham consciência nem estados mentais equivalentes aos humanos, conseguem simular padrões de pensamento através do processamento e geração de linguagem. Os resultados ajudam a compreender limitações e potencial de uso da IA no estudo das doenças mentais.
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