- Explosão de um foguetão New Glenn da Blue Origin durante teste de motor na Flórida, na semana passada, causou danos significativos.
- O incidente pode atrasar as ambições da NASA no programa Artemis, e também complica a competição entre a Blue Origin e a SpaceX.
- O diretor-geral da Agência Espacial Europeia, Josef Aschbacher, afirmou estar entristecido e preocupado com o impacto na indústria espacial.
- A NASA previa que este foguetão fosse central para Artemis III e que Artemis IV pudesse avançar com a base lunar, mas o atraso pode pôr em causa esses planos.
- A ESA mantém cooperação estreita com a NASA, com projetos como Argonaut e Moonlight, e discute a participação europeia em Artemis III/IV, com Alexander Gerst apontado como possível para Artemis IV.
A explosão de um foguetão New Glenn da Blue Origin, durante um teste de motor na plataforma de Cabo Canaveral, na Flórida, na semana passada, provocou danos significativos à infraestrutura de lançamento. A ESA confirma que o incidente pode atrasar várias tarefas do programa Artemis da NASA, que visa devolver humanos à Lua.
O diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), Josef Aschbacher, disse estar preocupado com os danos e com o impacto para a agenda espacial. A empresa de Jeff Bezos assegurou que não houve feridos e que todos os trabalhadores foram contabilizados.
A notícia surge numa altura em que a Artemis II já está em marcha, e Artemis III está prevista para o próximo ano. O episódio lança dúvidas sobre a viabilidade de atingir a Lua até 2028 com Artemis IV e sobre o papel da Europa nas missões subsequentes.
O que aconteceu e quem envolve
O foguetão New Glenn explodiu durante o teste de ignição na plataforma de lançamento, levantando questionamentos sobre a capacidade de a Blue Origin manter o ritmo das missões. A NASA depende de veículos deste tipo para avançar no programa lunar.
Bezos indicou que os danos são consideráveis, mas não houve feridos entre a equipa. A comunicação pública sinaliza que toda a equipa de trabalho foi contabilizada e que se iniciam as investigações para apurar as causas.
Impacto na agência espacial europeia e na cooperação
Aschbacher descreveu o incidente como um revés expressivo para a comunidade espacial, dado o esforço de desenvolvimento, testes e colocação de veículos em órbita. A ESA mantém uma cooperação estreita com a NASA, incluindo o fornecimento do Módulo de Serviço Europeu para a cápsula Orion.
O papel europeu nos planos Artemis permanece em avaliação. A ESA está envolvida em projetos como Argonaut e Moonlight e participa, através de contratos e colaborações, na infraestrutura associada à exploração lunar. A agência europeia pretende aprofundar a cooperação com a NASA, especialmente para Artemis III e projetos relacionados.
Perspetivas para o futuro da missão lunar
A Artemis III envolve módulos comerciais de alunagem de SpaceX e Blue Origin e estava prevista para o próximo ano. A base lunar permanente, apresentada pela NASA, aponta para infraestrutura humana na superfície da Lua até 2032, incluindo possíveis fábricas e rovers para operações de exploração e construção.
A suspensão do desenvolvimento da Lunar Gateway, originalmente parte da Artemis III, colocou em questão o timing de envolvidos europeus e o contributo da ESA para a arquitetura lunar. A NASA continua a negociar com a ESA sobre o reforço da cooperação e a participação europeia nos voos tripulados.
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