A Fertagus afirmou hoje que tem condições de assegurar o serviço a 100% no dia da greve geral, prevista para 3 de junho. A garantia depende, contudo, do impacto da paralisação na gestão da infraestrutura pela IP, já com serviços mínimos definidos em 25%.
A empresa informou que os horários do dia serão disponibilizados no site, destacando que o município de Lisboa e a margem sul ficam conectados pela travessia sobre o Tejo. O contexto é a greve geral que envolve diversos setores e que pode afetar o funcionamento.
Autarquias e trabalhadores de transportes veem o cenário com cautela. Sindicatos afirmam que nenhuma empresa pode garantir 100% da operação, dada a adesão incerta dos trabalhadores. Alega-se que a greve é geral e pode alterar o nível de serviços independentemente da vontade da empresa.
Impacto da greve e posições sindicais
Os sindicatos contestam a possibilidade de previsibilidade da adesão, lembrando que a greve envolve trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, Carris, Transtejo/Soflusa, Fertagus, entre outros. A Fectrans reforça que as adesões são incertas e dependem de decisão individual dos trabalhadores.
A Fertagus, que gere o eixo norte-sul entre Lisboa e Setúbal com 14 estações, assumiu o compromisso de cumprir os serviços mínimos impostos pela IP, mas avisa que o quadro final depende da adesão à greve. O CES deliberou, de forma geral, a implementação de 25% de serviços mínimos.
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