- A Nvidia anunciou uma nova coleção de ferramentas de código aberto para acelerar a chamada “IA física”, visando ensinar robôs a interagir com o mundo real sem começar do zero.
- Juntou-se à Unitree (China) e à Sharpa (Singapura) para desenvolver um robô humanóide capaz de executar trabalho físico de forma autónoma em ambientes industriais, logísticos ou perigosos.
- O protótipo usa o corpo do robô H2 Plus da Unitree e o processador Jetson AGX Thor T5000, baseado na arquitetura Blackwell, capaz de processar dois mil biliões de operações por segundo.
- A Sharpa equipa o humanóide com mãos robóticas de alta precisão, com 75 graus de liberdade e sensores tácteis sensíveis que detetam pressões a partir de 0,02 Newtons.
- O objetivo é combinar processamento poderoso, autonomia e tacto para que estes robôs possam realizar tarefas repetitivas, fisicamente exigentes ou perigosas, especialmente na logística e indústria pesada, com o tempo a determinar quando se tornam trabalhadores regulares.
A Nvidia anunciou a criação de um consórcio tecnológico para acelerar o desenvolvimento de robôs humanóides com IA. A empresa lidera o projeto que reúne unidades de código aberto para facilitar o ensino de máquinas a andar, agarrar objetos e tomar decisões em tempo real. O objetivo é aproximar a IA física da prática industrial.
A iniciativa envolve a Unitree, fabricante chinesa de robôs, e a Sharpa, empresa de Singapura especializada em mãos robóticas. O conjunto visa criar um humanoide capaz de operar de forma autónoma em ambientes industriais, logísticos ou perigosos para pessoas.
Parcerias e objetivo central
A Nvidia apresenta o protótipo com o corpo do robô H2 Plus da Unitree, aliado ao processador Jetson AGX Thor T5000, baseado na arquitetura Blackwell. O sistema pode processar dois mil biliões de operações por segundo, permitindo analisar o ambiente e agir sem depender de comandos constantes.
Mãos robóticas com sensibilidade
A Sharpa equipa o humanoide com mãos de alta precisão, que possuem 75 graus de liberdade. Sensores tácteis detectam pressões mínimas, a partir de 0,02 Newtons, para reconhecer toque e ajustar força ao lidar com objetos variados.
Perspetivas de aplicação
A combinação de processamento avançado, autonomia e tacto pretende acelerar tarefas repetitivas, fisicamente exigentes ou de alto risco. Em especial, a logística e a indústria pesada podem beneficiar de robôs que trabalham sem interrupções ou exposição a ambientes perigosos.
Caminho até à prática
Ainda não está definido quando os robôs deixarão de ser protótipos para desempenhar funções regulares. A ambição conjunta é que as máquinas aprendam a trabalhar com as mãos, superando limitações atuais. A proposta envolve uma transição gradual para operações reais em setores estratégicos.
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