- A Anthropic autorizou a ENISA, a Agência da UE para a Cibersegurança, a aceder ao Mythos para avaliar riscos antes do lançamento em larga escala.
- A Comissão Europeia confirmou hoje a autorização.
- As condições de testes estão a ser negociadas, incluindo salvaguardas para evitar a divulgação de vulnerabilidades detetadas em bancos e empresas europeias.
- A autorização decorre de uma reunião em São Francisco entre a Anthropic e membros da Comissão; a decisão foi tomada no domingo.
- Em paralelo, ministros das Finanças da UE e o Banco Central Europeu discutem os riscos do Mythos para a banca europeia; a Anthropic diz que o Mythos detetou ciberameaças ocultas durante 27 anos e já assinou acordos com cerca de 40 entidades nos EUA.
A Anthropic autorizou a ENISA, agência da UE, a aceder ao Mythos, o seu modelo de IA, para avaliar riscos antes de uma eventual entrada em larga escala no mercado. A confirmação foi dada pela Comissão Europeia.
Desde que a empresa publicou avisos sobre riscos de cibersegurança, a UE manteve negociações para definir as condições de teste do Mythos. A autorização foi concedida após uma reunião em São Francisco entre a Anthropic e a Comissão.
Ainda estão a definir-se as regras para a fase de testes, incluindo salvaguardas para evitar a divulgação de vulnerabilidades identificadas em entidades europeias, como bancos. A primeira implementação depende de acordos formais entre as partes.
A Comissão Europeia sublinha a importância dessa autorização para obter uma visão clara dos potenciais riscos do Mythos, que não é um caso isolado e antecipa uma vaga de modelos avançados no mercado.
A Anthropic afirma que o Mythos detetou ciberameaças ocultas durante 27 anos e que algumas capacidades são tão potentes que levaram a suspender o lançamento inicial. A empresa já assinou acordos com cerca de 40 organizações nos EUA para testes.
Na UE, a discussão sobre riscos do Mythos já chegou a ministros das Finanças e ao BCE, com especial atenção ao setor bancário europeu. As negociações continuam para equilibrar avanços tecnológicos e salvaguardas regulatórias.
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