- A Xcena, startup sul-coreana, fechou uma ronda de série B de 135 milhões de dólares, elevando a avaliação para quase 500 milhões de euros.
- O objetivo é desenvolver o MX1, um chip de memória computacional baseado na interconexão CXL 3.0, para acelerar respostas e reduzir consumo energético.
- A ideia é colocar milhares de microprocessadores junto à memória, processando dados perto da fonte para evitar constantes deslocações entre CPU e memória.
- A abordagem pretende melhorar assistentes virtuais e permitir contextos mais longos sem falhas de repetição, reduzindo o custo por interação.
- A produção comercial do MX1 deve arrancar nos próximos meses.
A tecnológica sul-coreana Xcena fechou uma ronda de financiamento de série B no valor de 135 milhões de dólares. O objetivo é desenvolver o MX1, um chip que promete acelerar as respostas de assistentes virtuais e reduzir a factura energética na IA.
O investimento eleva a avaliação da empresa para perto de 500 milhões de euros. Os fundos reforçam a aposta na infra-estrutura de armazenamento e circulação de dados necessária para grandes modelos de linguagem, onde a memória é crucial.
Para além do processamento, a Xcena foca-se na gestão eficiente de dados. O que se discute no sector é a capacidade de reter e mover informação com rapidez, evitando atrasos entre CPU e memória.
MX1 e a memória computacional
O MX1 baseia-se na tecnologia de interconexão CXL 3.0. Em vez de transferir dados apenas entre o processador e a memória, o sistema integra milhares de microprocessadores junto da memória, otimizando o acesso aos dados.
A estratégia pretende reduzir o tempo de resposta e o consumo energético por interação de IA. Com este modelo, os programas poderão usar contextos mais longos sem perder fluidez.
A produção comercial do MX1 está prevista para os próximos meses, marcando o início de uma fase de implementação prática desta abordagem de memória computacional.
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