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Carros autónomos: quão perto está o futuro sem condutor?

Aposta de Musk em 90% de condução autónoma em cinco a dez anos contrasta com obstáculos técnicos e regulatórios que atrasam a massificação

Um veículo Tesla é visto numa instalação da Tesla na quarta-feira, 15 de abril de 2026, em Portland, Oregon
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  • Elon Musk prevê que noventa por cento da condução seja autónoma dentro de cinco a dez anos, ganhando destaque na conferência Samson International Smart Mobility Summit, em Telavive, mas especialistas duvidam desse timing.
  • A Tesla chamou à oficina mais de duzentos mil veículos nos Estados Unidos por problemas com as imagens da câmara traseira, segundo a Administração Nacional de Segurança Rodoviária; a Waymo teve de recolher cerca de três mil e setecentos robotáxis por riscos relacionados com estradas alagadas.
  • Ali Kani, vice-presidente da divisão automóvel da Nvidia, diz que nos cinco a dez anos o principal obstáculo serão cenários de cauda longa, ou seja, situações inesperadas ainda não encontradas pelos sistemas.
  • O Fórum Económico Mundial alerta que a autonomia total em veículos pessoais não será comum em meados da década de 2030, prevendo apenas quatro por cento dos automóveis novos com autonomia total em 2035; robotáxis e camiões autónomos devem ser mais próximos.
  • Enquanto a condução parcial autónoma já é comum (Nível dois+) e há testes em grandes cidades europeias, incluindo Londres, existem desafios regulatórios; a China pode avançar mais rápido com níveis elevados, enquanto o Nível cinco continua fora de perspetiva segundo a Agência Internacional de Energia.

Um veículo Tesla foi visto numa instalação da empresa, em Portland, Oregon, na edição de 15 de abril de 2026. A imagem mostra um carro já na fase de testes de condução autónoma, enquanto o CEO Elon Musk defende avanços rápidos no setor.

Musk disse à Samson International Smart Mobility Summit, em Telavive, que 90% da condução poderá ser feita por IA num carro autónomo dentro de cinco a dez anos. Assumiu que, dentro de uma década, conduzir o próprio veículo poderá tornar-se um tema de nicho.

A esse otimismo somam-se obstáculos práticos. A Tesla chamou à oficina mais de 200 000 veículos nos EUA por problemas com imagens de câmara traseira, potencialmente aumentando o risco de colisão, segundo a NHTSA.

O setor enfrenta ainda falhas associadas a cenários não previstos. A Waymo teve de retirar cerca de 3.800 robotáxis dos EUA após veículos não interpretarem semáforos avariados durante uma falha de energia em São Francisco.

Ali Kani, vice-presidente da Nvidia, disse que, no espaço temporal de cinco a dez anos, surgem “cenários de cauda longa” difíceis de prever para veículos autónomos. Falou disso numa entrevista à Euronews Next em janeiro.

Um episódio recente ilustra o desafio: o serviço de robotáxis da Waymo foi suspenso durante horas por dificuldades em interpretar sinais em cruzamentos de São Francisco. Passageiros ficaram presos em locais sem semáforos ativos.

Mesmo com avanços, a adoção generalizada não será imediata. O Fórum Económico Mundial, num relatório de 2025, prevê que a autonomia total em veículos pessoais permanecerá como nicho em 2035, representando apenas 4% dos carros novos.

A condução parcial autónoma já está presente em muitas estradas, com o Nível 2+ a permitir que o carro dirija, freie e acelere, mantendo o condutor responsável. Em cidades europeias, começam testes de Nível 3 em condições controladas.

Na Europa, o Nível 2 está autorizado em toda a parte, com o Nível 3 aprovado para situações sob supervisão. A regulação continua a ser o principal obstáculo, apesar do progresso técnico. Londres junta-se aos testes.

Estados Unidos e China avançam, pelo menos em robotáxis, com o Nível 4 já operacional em certas condições, onde o condutor não intervém. A China deverá acelerar a adoção de níveis superiores, impulsionada pela procura de consumidores e pela indústria nacional.

A Agência Internacional da Energia aponta que o Nível 5, condução totalmente sem condutor em todas as condições, não está no horizonte. Estima-se que a frota mundial de robotáxis possa chegar a 700 mil a 3 milhões de veículos até 2035.

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