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UE trava aplicações de nudificação

UE proíbe aplicações de nudificação; remoção obrigatória até dezembro de 2026, sob sanções, após acordo que impede uso de IA para imagens sexuais sem consentimento

Ecrã de computador mostra o X, a plataforma do Grok
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  • A União Europeia chegou a um acordo em 7 de maio para proibir explicitamente aplicações de nudificação, classificando a prática como linha vermelha moral e legal.
  • As regras proíbem IA destinada a “despir” pessoas em imagens ou a retratar indivíduos identificáveis em cenários sexualizados sem consentimento, com remoção obrigatória até dezembro de 2026 ou enfrentando sanções.
  • Em 2026, aplicações pornográficas deepfake foram descarregadas mais de 705 milhões de vezes globalmente; em 2024 houve um aumento de 118%, e no início de 2026 os incidentes de IA aumentaram dez vezes, com 99% envolvendo mulheres; parte do aumento veio do Grok, o chatbot de Elon Musk.
  • O mecanismo de aplicação exige que programadores e lojas de aplicações removam estes serviços da UE para evitar sanções.
  • A cobertura da notícia inclui uma sondagem anónima para medir opiniões sobre a proibição, com resultados a serem usados na análise de como a Europa pode lidar com a era da IA.

A União Europeia aprovou uma proibição dirigida às aplicações de nudificação, ou seja, ferramentas de IA que retiram roupas a pessoas e criam conteúdo sexual sem consentimento. A decisão, anunciada a 7 de maio, visa impedir que sistemas de IA destinados a despir indivíduos ou a retratar pessoas identificáveis em cenários sexualmente explícitos sejam comercializados ou utilizados na UE. A aplicação começa a vigorar com condições claras para os programadores e lojas de apps.

Segundo os termos, as plataformas devem remover estes serviços até dezembro de 2026 sob sanções financeiras severas. As regras surgem numa resposta a um aumento recente de conteúdos gerados por IA que envolvem nudez não consentida e à exploração de imagens de mulheres e menores. Dados globais indicam que em 2026 foram descarregadas mais de 705 milhões de aplicações pornográficas deepfake, com um acréscimo significativo em 2024 e início de 2026.

Entre os casos citados pelo relatório, destaca-se o Grok, um chatbot associado a um mesmo ecossistema tecnológico, que gerou milhões de imagens sexualmente explícitas sem consentimento de mulheres e crianças. A UE reforça que a proteção de dados e da dignidade humana está em jogo, e a nova norma pretende limitar qualquer uso indevido de IA para efeitos sexuais sem autorização explícita.

A iniciativa foi recebida como um marco para a regulação de IA na Europa, alicerando o debate sobre responsabilização de criadores e plataformas. A medida procura evitar danos contínuos, promovendo maior transparência e salvaguardas para utilizadores. As autoridades esperam ver resultados práticos até ao final de 2026.

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