- A Meta anunciou, a 5 de maio, novas medidas de inteligência artificial para encontrar contas de menores de 13 anos no Facebook e no Instagram, analisando fotografias e vídeos para estimar a idade sem reconhecer a pessoa.
- O sistema procura pistas visuais como altura ou estrutura óssea, e não serve para identificar quem é a pessoa.
- O TikTok já tinha comunicado, em janeiro, o reforço da deteção de contas de menores de 13 anos na Europa, com possível prova de idade através de estimativa facial pela empresa Yoti, cartão de crédito ou documento oficial.
- O YouTube usa modelos de IA para estimar se a pessoa tem menos de 18 anos, aplicando proteções próprias caso o utilizador seja menor.
- A Roblox utiliza estimativa facial para classificar a idade; o Discord também tem um sistema de “age assurance” com base em sinais da conta, e mais de 90% dos utilizadores não precisam de verificação manual.
A Meta vai usar inteligência artificial para detectar contas de menores de 13 anos no Facebook e no Instagram. O objetivo é identificar utilizadores demasiado novos e aplicar proteções adequadas. A abordagem envolve analisar fotografias e vídeos para estimar a idade, sem identificar a pessoa.
Segundo a empresa, o sistema procura pistas visuais como altura ou estrutura óssea. A Meta sublinha que não é reconhecimento facial e que não pretende identificar quem é a pessoa, apenas estimar a faixa etária. As medidas foram anunciadas a 5 de maio.
A iniciativa da Meta não é única. O TikTok informou, em janeiro, que reforçaria a deteção de contas de menores na Europa, com possibilidade de recurso e validação de idade através de estimativa facial pela empresa Yoti, cartão de crédito ou documento oficial.
O YouTube utiliza modelos de IA para estimar se alguém tem menos de 18 anos, aplicando depois proteção específica. A Roblox também recorre à estimativa facial para classificar utilizadores por faixas etárias, como 5-8, 9-12 e 13-15, entre outras.
O Discord mantém sistemas de age assurance, verificando sinais da conta, antiguidade, métodos de pagamento e padrões de atividade. A empresa afirma que mais de 90% dos utilizadores não necessitam de verificação manual.
A discussão envolve prós e contras. Entre os benefícios estão a proteção de crianças contra conteúdos inadequados e contactos perigosos. Entre os riscos, surgem dúvidas sobre fiabilidade, privacidade e quem guarda os dados.
Especialistas lembram que a tecnologia pode falhar e geram preocupações sobre a armazenagem de imagens. O debate persiste: como equilibrar segurança online com a privacidade de todos os utilizadores?
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