- Um café experimental em Estocolmo tem baristas humanos, mas é gerido por uma inteligência artificial chamada “Mona”, da Andon Labs, que supervisiona compras, contratações e stock.
- Mona opera com a plataforma Gemini da Google; o estabelecimento é apresentado como uma experiência controlada para não verificação de IA no comando de negócios.
- O café abriu em meados de abril e já faturou mais de $ 5.700; o orçamento inicial era superior a $ 21 mil, restando menos de $ 5 mil, com custos iniciais elevados.
- Os clientes podem perguntar ao assistente através de um telemóvel dentro do café; a experiência suscitou debates sobre ética e responsabilidade em gestão por IA.
- A equipa da Andon Labs destacou que Mona executou várias tarefas, incluindo contratos, licenças e anúncios de vagas, mas houve problemas de stock e de comunicação com os baristas, atribuídos a limitações da janela de contexto da IA.
Um café experimental em Estocolmo utiliza baristas humanos para servir o café, enquanto uma IA supervisiona a gestão do negócio no apoio às necessidades operacionais. O projeto é liderado pela startup Andon Labs, com sede em São Francisco, e funciona com um agente de IA apelidado Mona.
Mona, desenvolvido pela plataforma Gemini da Google, gere aspetos como contratações, compras e gestão de stocks. Embora os funcionários humanos preparem e sirvam as bebidas, a IA assume funções de supervisão administrativa.
A experiência abriu em meados de abril e já faturou cerca de 5700 dólares. O orçamento inicial era superior a 21 mil dólares, com grande parte gasto em instalação e licenças. A expectativa é que o negócio se torne lucrativo com o tempo.
Funcionamento e custos
O café é apresentado como uma experiência controlada para avaliar a implementação futura da IA em negócios. Mona assinou contratos de energia e internet, tratou de licenças para manipulação de alimentos e abriu contas com grossistas para pedidos diários de pão e produtos de padaria.
Frequentadores podem interagir com a IA através de um telemóvel dentro do espaço, enquanto os baristas mantêm o atendimento. A comunicação entre Mona e a equipa de baristas ocorre via Slack, com mensagens fora do horário de trabalho frequentemente recebidas.
Desafios operacionais e éticos
Especialistas apontam preocupações éticas, desde o impacto da IA no emprego até a responsabilidade em caso de falhas. Emaram Karakaya, docente do KTH, descreve a dependência de IA como um desafio e levanta questões de responsabilidade em incidentes.
Relativamente aos custos, os desníveis na despesa inicial e a aposta em uma solução tecnológica para gestão de stocks geram incertezas sobre a continuidade do projeto. A equipa da Andon Labs afirma que a experiência visa identificar questões éticas associadas a operações autónomas.
O grupo já realizou pilotos com a IA Claude, da Anthropic, incluindo operações de vending e uma loja de presentes em São Francisco. Resultados anteriores indicaram potenciais falhas de fiabilidade em situações de serviço ao cliente.
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