O tema da disrupção tecnológica no ensino superior volta a ganhar destaque, com previsões de fragilizar instituições. A inteligência artificial surge como solução para problemas antigos, mas a ideia de substituição não é nova.
Há pouco mais de uma década, os MOOCs prometeram democratizar o conhecimento, a custo reduzido. As universidades não desapareceram; foram forçadas a adaptar-se e, em muitos casos, a integrar estas ferramentas.
Antes disso, o online e o e-learning apontavam para uma substituição do modelo presencial. Ainda assim, o resultado foi a coexistência, com o digital a ampliar possibilidades sem tirar valor à experiência universitária.
A educação vai além da aprendizagem instrumental, incluindo socialização, pertença e formação de identidades. Educar implica criar capacidades críticas e desenvolver pessoas em comunidade.
A inovação pedagógica assume um papel decisivo, mediando criticamente a integração tecnológica. Em Portugal, o Plano de Recuperação e Resiliência e o CNIAES impulsionam práticas mais inclusivas e eficazes.
A tecnologia deverá transformar o Ensino Superior, mantendo porém a sua dimensão humana e coletiva como elemento central da experiência educativa.
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