Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Disrupções tecnológicas colocam em causa o ensino superior novamente

A inteligência artificial não substitui as universidades; reforça a necessidade de pedagogias mais inclusivas e de uma experiência humana partilhada em Portugal

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • A IA é apontada por alguns como disruptiva para o ensino superior, gerando debates sobre possível fragilização ou substituição das universidades.
  • Há pouco mais de uma década, os Massive Open Online Courses prometeram democratizar o conhecimento, mas acabaram por integrar-se ao modelo tradicional.
  • O ensino online e o e‑learning não substituíram o presencial; houve coexistência e expansão de possibilidades digitais.
  • Educar vai além de ensinar técnicas; envolve socialização, construção de pertença e desenvolvimento crítico de cada pessoa, em contexto coletivo.
  • Em Portugal, há uma transformação pedagógica apoiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência e pelo Conselho Nacional para a Inovação na Aprendizagem e Ensino Superior, visando práticas mais eficazes e inclusivas, com a tecnologia a transformar o ensino, sem substituir a experiência humana.

O tema da disrupção tecnológica no ensino superior volta a ganhar destaque, com previsões de fragilizar instituições. A inteligência artificial surge como solução para problemas antigos, mas a ideia de substituição não é nova.

Há pouco mais de uma década, os MOOCs prometeram democratizar o conhecimento, a custo reduzido. As universidades não desapareceram; foram forçadas a adaptar-se e, em muitos casos, a integrar estas ferramentas.

Antes disso, o online e o e-learning apontavam para uma substituição do modelo presencial. Ainda assim, o resultado foi a coexistência, com o digital a ampliar possibilidades sem tirar valor à experiência universitária.

A educação vai além da aprendizagem instrumental, incluindo socialização, pertença e formação de identidades. Educar implica criar capacidades críticas e desenvolver pessoas em comunidade.

A inovação pedagógica assume um papel decisivo, mediando criticamente a integração tecnológica. Em Portugal, o Plano de Recuperação e Resiliência e o CNIAES impulsionam práticas mais inclusivas e eficazes.

A tecnologia deverá transformar o Ensino Superior, mantendo porém a sua dimensão humana e coletiva como elemento central da experiência educativa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais