- O Banco Central Europeu iniciou contactos com bancos europeus para avaliar a preparação contra riscos do Mythos, o novo modelo de IA da Anthropic que pode detetar vulnerabilidades em sistemas informáticos.
- Reguladores temem que estas capacidades possam afetar infraestruturas críticas, incluindo o setor bancário, e pedem planos de contingência e avaliações de vulnerabilidades.
- O Mythos está, por agora, disponível apenas a alguns bancos norte-americanos; a Anthropic diz que o acesso aos bancos europeus chegará em breve.
- O supervisor-chefe do Bundesbank pediu à Comissão Europeia que peça acesso à tecnologia, seja à Anthropic ou aos Estados Unidos, para que a Europa também beneficie do conhecimento.
- Em paralelo, reguladores britânicos alertaram para a capacidade do Mythos, com medidas semelhantes já recomendadas; empresas de IA intensificam o lobbying para influenciar políticas.
O Banco Central Europeu (BCE) iniciou contactos com bancos europeus para avaliar a preparação contra riscos associados ao Mythos, o novo modelo de IA da Anthropic. A preocupação centra-se na cibersegurança, já que o sistema pode detetar vulnerabilidades em infraestruturas críticas.
Segundo a Reuters, reguladores acompanham o Mythos devido ao potencial de afectar infraestruturas bancárias. A iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla de antecipação de riscos operacionais envolvendo IA.
O Mythos foi desenhado para identificar falhas no código informático e é visto por especialistas como uma ferramenta com potencial para ser usada em ataques. O acesso inicial foi limitado a alguns bancos norte-americanos.
Michael Theurer, presidente do Bundesbank, pediu aos governos europeus que solicitem acesso ao Mythos, quer diretamente à Anthropic quer aos EUA, para beneficiar da tecnologia de forma oficial. Observa que é necessária uma comunicação formal.
A Anthropic indicou que o Mythos, na versão atual, não será disponibilizado ao público em geral devido aos riscos associados. A empresa prevê conceder acesso aos bancos europeus em breve, segundo fontes à Reuters.
Além da Europa, reguladores temem que ferramentas como o Mythos acelerem a exploração de vulnerabilidades. O BCE já pediu às entidades financeiras que se preparem para cenários de risco e desenvolvam planos de contingência.
EUA e respostas políticas
O tema já gerou resposta de autoridades internacionais. O Reino Unido recomendou cautela, com avisos sobre o Mythos ser significativamente mais capaz em termos de ciberataques. Agentes britânicos enfatizaram a necessidade de avaliação cuidadosa.
Outros países também discutem a partilha de tecnologia com regimes regulatórios mais rígidos. Reguladores lembram que a natureza da IA exige equilíbrio entre inovação e segurança operacional das redes.
O debate sobre IA continua a intensificar-se. O objetivo é evitar que modelos avancem sem salvaguardas adequadas, mantendo a confiança no uso de tecnologias inovadoras sem comprometer a segurança de infraestruturas críticas.
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