- O Metropolitano de Lisboa vai implementar o sistema de sinalização automatizado CBTC (Controlo de Comboios Baseado na Comunicação) com a nova linha circular.
- O sistema pode permitir a condução de comboios sem maquinista no futuro, mas sem data definida.
- A entrada em funcionamento está prevista para o primeiro trimestre do próximo ano, coincidente com a extensão da linha circular (Rato) até ao Cais do Sodré, com duas novas estações: Estrela e Santos.
- A solução já funciona a título experimental, com paragens entre Praça de Espanha e Sete Rios em situações como tempestades, para testar drenagem e segurança.
- Para implementar a condução sem maquinista, é preciso fechar o acesso às linhas, mantendo o foco na qualificação de pessoal e em ajustes laborais e políticos associados.
A presidente e CEO do Metropolitano de Lisboa, Cristina Vaz Tomé, afirmou que o novo sistema de sinalização automatizado permitirá a condução sem maquinista no futuro. O sistema CBTC entra em vigor com a nova linha circular, ainda sem data definida para a automação completa.
A implementação ocorre no âmbito da expansão que liga a estação do Rato, na linha Amarela, à do Cais do Sodré, na linha Verde, com duas novas estações: Estrela e Santos. A entrada em funcionamento está prevista para o primeiro trimestre do próximo ano, na inauguração da linha circular.
O sistema de sinalização avançado está já a funcionar de forma experimental, com paragens adaptadas entre as estações Praça de Espanha e Sete Rios durante eventos climáticos. A diretora explicou que a monitorização de profundidades freáticas e drenagem pode ativar paragens automáticas para mitigar riscos.
Sistema em evolução e impacto no pessoal
A responsável explicou que a evolução para uma nova geração de controlo de comboios envolve investimentos e ajustes laborais. O objetivo é requalificar profissionais e encaixá-los em novas funções, mantendo a importância das pessoas no processo.
A ideia é desenvolver carreiras associadas à inovação, com o exemplo já verificado em cidades como Barcelona. Cristina Vaz Tomé acrescentou que a automatização não tem data definida, dependente de fatores técnicos e políticos.
Observações finais sobre o acesso às linhas
Para que o sistema permita circulação sem maquinista, é necessário fechar o acesso às linhas, algo que hoje se encontra aberto. A proteção na plataforma é imprescindível antes de entrar no veículo, explicou a CEO do Metropolitano de Lisboa.
Entre na conversa da comunidade