- Projeções para a evolução da população em Portugal ao longo do século XXI indicam uma clara tendência de redução dos residentes e agravamento de desequilíbrios entre regiões.
- O estudo da CCP defende uma transição para uma economia que se afasta dos paradigmas do modelo industrial, impulsionada pela digitalização e pela criação de valor imaterial.
- A desmaterialização da atividade produtiva e a automação potenciam a necessidade de requalificação e resposta a novas profissões, com maior foco em competências digitais.
- O envelhecimento da população exige ajustes no sistema de segurança social e soluções para complementar as pensões, com maior ênfase em políticas de território.
- A política de território, incluindo mobilidade, habitação e urbanismo comercial, surge como vetor estruturante para enfrentar as mudanças demográficas e económicas.
O estudo da CCP indica que Portugal enfrenta depressão demográfica e exige uma transição económica. As projeções para o século XXI apontam uma redução da população residente no país.
Realizado pelo Grupo de Trabalho Demografia, no Observatório Serviços, Competitividade Urbana e Coesão Territorial da CCP, o trabalho defende uma mudança de paradigma económico. O objetivo é acompanhar a revolução digital.
A análise sugere que o modelo industrial dos últimos séculos cede lugar a uma economia desmaterializada, centrada em bens e serviços com elevado valor imaterial. O foco está na produtividade e na inovação.
As projeções demográficas apontam para um agravamento dos desequilíbrios entre regiões e uma redução sustentada da população em idade ativa. O estudo prevê saldos naturais negativos no longo prazo.
Segundo os autores, o desafio demográfico não pode ser resolvido apenas com imigração. Será necessária uma política de segurança social que acompanhe o envelhecimento da população.
A automação e a inteligência artificial aceleram mudanças nas profissões. O estudo alerta para a eliminação de empregos e a necessidade de novos perfis de qualificações e competências.
A CCP enfatiza que, mesmo com menor peso da industrialização, a destruição de postos de trabalho pode ser relativamente baixa. No entanto, exige fortes investimentos em requalificação e formação.
Transição, território e políticas públicas
Os autores defendem que a política de território é um vetor estrutural. Mobilidade de pessoas, bens e serviços deve estar integrada com habitação, urbanismo comercial e qualidade de vida.
A análise recomenda refletir estas mudanças nas políticas de habitação e no planejamento urbano. O objetivo é estruturar cidades que apoiem a nova economia e a coesão regional.
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