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Novelas de IA com frutas associadas ao aumento da misoginia

Conteúdos de AI Fruit Drama no TikTok alimentam misoginia entre jovens, promovem estereótipos e elevam o risco de normalizar desvalorização e relações tóxicas

Abacatudo, Moranguete e Bananildo, o novo 'brain rot' mas com histórias de ética perigosa, em particular de ódio às mulheres
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  • Moranguete, Abacatudo e Bananildo, criados com inteligência artificial, aparecem em curtas no TikTok no formato AI Fruit Drama.
  • As histórias, com cabeça de fruta e corpo humano, apresentam traços de amor complexo, traições, violência, racismo e agressão sexual contra personagens femininas, contribuindo para a misoginia.
  • Especialistas alertam para a ideia de “degradação cognitiva digital” e para a naturalização de situações sociais complexas através de conteúdos sem mediação crítica.
  • A repetição dessas narrativas pode consolidar formas de ver o outro e de se posicionar em relações próximas, com riscos para crianças e jovens.
  • O estudo aponta impactos diferentes: nos rapazes pode surgir uma sensação de superioridade e controlo; nas raparigas, papéis de submissão e validação externa, associados a ansiedade e dificuldades em relações saudáveis.

Nos conteúdos audiovisuais criados com inteligência artificial, as histórias curtas com personagens de fruta disponíveis no TikTok, intituladas AI Fruit Drama, trazem narrativas simples que, segundo especialistas, promovem mensagens éticas questionáveis ao incidir sobre a misoginia. Entre as figuras estão Moranguete, Abacatudo e Bananildo, com traços que combinam cabeça de fruta e corpo humano.

O fenómeno tem gerado milhões de visualizações, mas é visto por psicólogos e sociólogos como um fator de risco para a perceção de relações. As especialistas destacam que as narrativas exploram ciúme, humilhação e conflito, potenciando estereótipos de género mesmo quando apresentadas de forma humorística.

Especialistas apontam que plataformas como o TikTok amplificam um padrão de exposição digital rápida e pouco crítica, o que pode conduzir à normalização de comportamentos menos saudáveis nas interações entre jovens. A análise aponta para um impacto na forma como meninas e rapazes compreendem relações.

Entre os riscos associados, a psicóloga infantil indica que o conteúdo pode contribuir para a internalização de desigualdades de género em ambos os sexos. Nas raparigas, pode surgir a normalização de papéis de submissão; nos rapazes, a ideia de superioridade ou controlo.

A comunidade científica alerta ainda para o potencial efeito no aumento de comportamentos agressivos, bullying e ansiedade, dificultando a construção de relações saudáveis no futuro. A necessidade de mediação crítica por parte de pais e educadores é realçada pelos especialistas.

As observações destacam que a misoginia não surge de forma súbita, mas circula de forma mais subtil através de diálogos e representações mediáticas. O debate enfatiza a importância de identificar conteúdos que perpetuem desigualdades, especialmente entre públicos jovens.

A posição dos peritos aponta para a urgência de abordagens pedagógicas que promovam literacia mediática, capazes de distinguir humor de desvalorizações. Mantém-se o alerta de que crianças e jovens estão em formação de valores e referências relacionais.

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