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China empatada com EUA na corrida pela IA, segundo estudo de Stanford

Stanford aponta empate entre China e Estados Unidos na corrida pela IA, com avanços recentes e impactos na atração de investigadores e nos custos

As duas potências estão agora a par no que toca ao desempenho dos seus melhores modelos
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  • O relatório anual Artificial Intelligence Index da Stanford indica que a China está praticamente empatada com os EUA na corrida pela IA, com a distância de desempenho entre os modelos de topo reduzida.
  • A China lidera em produtividade de investigação no setor: maior número de artigos, citações e patentes, além de mais instalação de robôs industriais com IA.
  • Os EUA continuam na dianteira em investimento em centros de dados, mas sofreram queda na capacidade de atrair investigadores internacionais, devido a políticas de imigração e restrições associadas.
  • A corrida entre os sistemas de topo tornou-se mais renhida, com o melhor desempenho entre EUA e China variando nos últimos meses e, em março de 2026, Claude (Anthropic) e Dola Seed (ByteDance) separados por menos de 3%.
  • Em tarefas básicas, a IA ainda fica atrás de humanos: leitura de horas em relógio analógico atinge 50% de acerto, frente a 90% humanos; robôs lutam com tarefas domésticas em apenas cerca de 12% dos casos; e alguns modelos mostram melhorias significativas em áreas como cibersegurança (exemplo de 93% de sucesso).

A China recuperou terreno na corrida pela IA, ficando praticamente empatada com os Estados Unidos, segundo uma análise divulgada pela Universidade de Stanford. O relatório AI Index 2026 analisa o setor desde 2017 e sinaliza que a distância de desempenho entre os dois países foi efetivamente fechada.

Os dados destacam que o desempenho dos modelos de linguagem é o principal indicador da competição, mas não o único. Os investigadores também observam patentes, artigos científicos e a instalação de robôs industriais com IA como factores relevantes para medir o progresso.

A publicação ressalva que a China lidera em produção científica, citações e patentes, além de maior uso de robôs com IA. Os EUA, por sua vez, perderam capacidade de atrair investigadores internacionais, em parte devido a medidas de imigração mais restritivas, ao poder de investimento em centros de dados e a decisões administrativas recentes.

Desempenho e impactos

A corrida tornou-se mais disputada desde o lançamento do ChatGPT. Em meados de 2023, o GPT superava o modelo chinês ChatGLM por mais de 30%, mas a diferença encurtou rapidamente no final do ano. Em 2025, o DeepSeek chinês aproximou-se do nível do rival da OpenAI.

Entre janeiro de 2025 e agora, a liderança tem alternado entre modelos de empresas como Anthropic, xAI, Google, OpenAI, Alibaba e DeepSeek, com diferenças marginais na classificação. Em março, o topo ficou com um modelo Claude da Anthropic, apenas 3% à frente do Dola Seed, da ByteDance.

O relatório aponta ainda que, globalmente, os sistemas de IA apresentam melhorias contínuas e, em muitas áreas, excedem competências humanas. Contudo, há tarefas básicas onde a IA falha ou é menos eficiente que pessoas.

Limites e exemplos práticos

Em áreas como resolução de problemas de cibersegurança, o uso de IA alcançou 93% de sucesso, um salto significativo face aos 15% de há um ano. Ainda assim, algumas avaliações mostram debilidades em leitura de vídeos, geração de conteúdos visuais coerentes e planeamento com várias etapas.

Os autores destacam que robôs domésticos continuam com limitações, exibindo sucesso apenas em 12% das tarefas reais, como dobrar roupa ou lavar pratos. Em leitura de relógios analógicos, a melhor IA acerta apenas 50% das vezes, contra 90% de precisão humana.

Contexto e próximos passos

O estudo também cita que o desempenho dos modelos de fronteira equipara ou supera decisões humanas em áreas como ciência e raciocínio multimodal. Em contrapartida, questões operacionais, custo computacional e fiabilidade continuam a moldar decisões de adoção no mercado.

Outra nota importante é que o Mythos, o novo modelo da Anthropic, não foi disponibilizado ao público por ser considerado demasiado capaz em detetar e explorar falhas de cibersegurança; o acesso ficou restrito a algumas empresas e organizações para reforçar a segurança.

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