A indústria tecnológica aguarda o lançamento do próximo modelo da DeepSeek, empresa chinesa de Hangzhou. O foco é saber se o V4 usa chips norte-americanos ou tecnologia nacional, e o que isso significa para a autonomia da China face às restrições dos EUA.
Em 2025, a DeepSeek lançou o R1, baseado no V3, o que provocou volatilidade nos mercados e chamou a atenção de investidores. O novo V4 promete capacidades multimodais e o uso de chips de última geração.
Chips chineses no centro das expectativas
O que está em jogo é a escolha de hardware para treinar e operar o V4. Rumores apontam para possíveis chips Huawei, sugerindo avanço rumo à autossuficiência em IA.
A informação é relevante porque, sem acesso irrestrito aos chips topo de gama da Nvidia, a China pode depender de alternativas nacionais. O tema é visto como indicador de estratégia tecnológica.
Segundo fontes próximas, gigantes como Alibaba, ByteDance e Tencent teriam encomendado chips Huawei, na antecipação do lançamento. A veracidade destas encomendas não foi formalmente confirmada.
Analistas destacam que o V4, se equipado com chips Huawei, representaria um marco geopolítico. Contudo, também se teme uma reengenharia profunda para adaptar tecnologia chinesa ao modelo da empresa.
Perspetivas e incertezas
Algumas fontes sugerem que o V4 poderá funcionar com hardware Nvidia sujeito a restrições, cenário que reforçaria a dependência externa. Há ainda quem questione a capacidade de manter o desempenho sem acesso aos processadores de topo.
A DeepSeek deverá apresentar o V4 como modelo multimodal, capaz de gerar texto, imagem e vídeo. A empresa não confirmou detalhes oficiais sobre a arquitetura de hardware.
Especialistas lembram que uma transição total para hardware Huawei implicaria ajustes complexos. Se bem-sucedida, seria um salto importante para a indústria tecnológica chinesa.
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