A OpenAI enviou uma carta aos procuradores-gerais dos EUA acusando Elon Musk e Mark Zuckerberg de coordenar ataques contra a empresa e o futuro da inteligência artificial. A queixa, apresentada aos procuradores da Califórnia e de Delaware, aponta uma aliança entre dois magnatas da tecnologia para prejudicar a OpenAI e a sua missão.
A organização, criadora do ChatGPT, afirma que Musk e Zuckerberg adotaram condutas anticoncorrenciais e de intimidação para desestabilizar a OpenAI. A queixa descreve uma campanha destinada a transferir o controlo da inteligência artificial avançada para entidades menos escrupulosas com foco em interesses privados, em detrimento de princípios de segurança.
A OpenAI identifica dois dirigentes-chave envolvidos: Jason Kwon, diretor de estratégia, e Chris Lehane, responsável pelos assuntos globais. Segundo o documento, o objetivo seria fragilizar a fundação por meio de uma coordenação entre as partes, com foco em influenciar a perceção pública e o ambiente regulatório.
A queixa detalha táticas de intimidação, incluindo o uso de intermediários para investigar o diretor-executivo Sam Altman. Entre as ações descritas estão a monitorização de voos privados e a circulação de alegações de conduta sexual questionável. Tais passos teriam o propósito de gerar difamação anterior a um eventual processo judicial.
Conflito estratégico e possíveis negociações
O documento aponta que Musk terá procurado Zuckerberg no início de 2025 para discutir licitar conjuntamente pela propriedade intelectual da OpenAI ou para explorar uma aquisição. Embora a Meta não tenha assinado nenhum acordo formal, a OpenAI sustenta que estes contactos fortalecem a tese de comportamento concertado.
A OpenAI refere ainda que o processo em tribunal entre ambas as partes está marcado para o final de abril. A empresa afirma que as ações descritas não refletem a prática de mercado e podem afetar a segurança e o avanço da IA. A Meta e Musk não comentaram oficialmente o conteúdo da queixa.
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