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Ida à Lua: radiação, pulseiras e o corpo humano

Artemis II usa a experiência Avatar para estudar radiação espacial e monitorizar a saúde com pulseiras, avaliando riscos da viagem à Lua

A experiência *Avatar*, que terá células dos astronautas nestes pequenos dispositivos, vai a bordo da missão Ártemis II
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  • A missão Artemis II envolve a cápsula Órion com quatro astronautas e inclui testes para estudar os efeitos da viagem à Lua no corpo humano, como dispositivos com células da medula óssea.
  • O conjunto de dispositivos, designado “Avatar”, contém amostras de medula óssea para observar a produção de células sanguíneas e identificar riscos à saúde em futuras viagens lunares.
  • Em paralelo, os astronautas usarão pulseiras que monitorizam ritmo cardíaco e qualidade do sono, durante dez dias de confinação no espaço, para comparar com registos anteriores.
  • A radiação espacial é um foco central, visto que a Lua e o caminho até lá carecem da proteção do campo magnético da Terra, ao contrário da Estação Espacial Internacional.
  • A missão também serve para investigar aspetos psicológicos da ausência de contacto prolongado e de espaços confinados, contribuindo para preparativos de missões a Marte e para o estudo da vida na Terra através da Lua.

A missão Ártemis II prepara o regresso dos humanos à vizinhança da Lua e envolve um conjunto de experiências para observar como o corpo reage a viagens espaciais. No cubículo da cápsula Orion, quatro astronautas vão ficar em apenas dez dias, enquanto testes biológicos acompanham o desempenho humano.

Um dos focos é a experiência “Avatar”, com dispositivos didados de apenas alguns centímetros. Cada astronauta fornece uma amostra de medula óssea para estudar a produção de células sanguíneas face à radiação no espaço.

Paralelamente, o estudo utiliza pulseiras que registam dados como frequência cardíaca e sono, proporcionando um quadro comparativo com registos feitos em solo. O objetivo é mapear respostas fisiológicas durante a trajetória para a Lua.

Experiência Avatar

Os quatro dispositivos contêm tecidos da medula óssea para avaliar a resistência a ambientes de alta radiação. A medula óssea é crucial para a produção de glóbulos e plaquetas, indicando potenciais riscos para missões de longa duração.

A radiação no espaço, diferente da Estação Espacial Internacional (ISS), carece de proteção magnética da Terra. Por isso, resultados da experiência podem orientar futuras bases lunares e missões mais longas, incluindo eventual regresso a Marte.

Perspetivas e impactos

As pulseiras permitem comparar o comportamento humano entre confinamento de dez dias e condições terrestres. Este dado ajuda a entender psicologia, ritmo circadiano e adaptações ao ambiente de microgravidade.

A ISS opera a uma altitude onde o campo magnético oferece alguma proteção, ao passo que viajar para a Lua envolve maiores exposições. A iniciativa integra a estratégia da NASA para aferir limites do corpo humano antes de futuras jornadas interplanetárias.

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