Charlie Duke, aos 36 anos, tornou-se o homem mais jovem a caminhar na Lua. Hoje, com 90, acompanha com entusiasmo o novo impulso da NASA para retornar ao satélite, através da missão Artemis II, prevista para 1 de abril. O veterano da Apollo 16 foi quem abriu caminho à presença humana na Lua.
A Artemis II não fará aterrisagem nesta fase. Em vez disso, levará a tripulação a cerca de 393 000 quilómetros da Terra, mais longe do que qualquer missão Apollo. O objetivo é contornar a Lua e regressar em segurança, avançando assim uma nova era da exploração lunar.
A missão está dependente do foguetão Space Launch System (SLS) e da nave Orion. O lançamento ocorrerá no Complexo de Lançamento 39B, no Kennedy Space Center, em plena preparação para o empurrão inicial do sistema de propulsão de grande porte.
Desde o atraso anterior, causado por fugas de combustível e problemas no SLS, a NASA tem trabalhado para corrigir falhas. Em fevereiro foram solucionadas as fugas de hidrogénio; no entanto, um problema de fluxo de hélio levou a nova reparação com o foguetão no Vehicle Assembly Building.
A visão a longo prazo da NASA passa pela presença humana permanente na Lua. O objetivo inclui habitats, veículos de exploração e infraestruturas como etapa para futuras missões a Marte. Contou-se com a expectativa de alunagens de duas pessoas em 2028 dentro do programa Artemis.
Entre os envolvidos, Duke destacou que o Artemis II poderá motivar jovens e demonstrar novas possibilidades de exploração. O veterano acredita que o programa será significativo para inspirar novas gerações a sonhar com voos espaciais.
Desdobramentos da missão
- O lançamento está dependente do desempenho do SLS e da Orion, com foco na segurança da tripulação.
- A NASA continua a monitorizar eventuais imprevistos técnicos antes do voo de abril.
- O objetivo de longo prazo é consolidar operações humanas duradouras na Lua como etapa para Marte.
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