- O novo administrador da NASA, Jared Isaacman, anunciou a suspensão do projeto Gateway, estação orbital lunar, para se concentrar numa base na superfície da Lua.
- A base deverá ter três habitats e obter os seus próprios recursos da Lua, conforme o responsável do programa Base Lunar, Carlos García Galán.
- O custo estimado para acelerar o regresso à Lua até 2028 situa‑se em cerca de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros).
- A NASA manterá parcerias com a Agência Espacial Europeia (ESA) e contará com contribuições de empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, reutilizando material utilizável.
- A suspensão do Gateway ocorre num contexto de atrasos no programa Artemis, com Artemis II previsto para abril e a missão em curso após o regresso do foguetão SLS.
A NASA anunciou a suspensão do projeto Gateway, a estação orbital lunar, para concentrar esforços na construção de uma base na superfície da Lua. A decisão foi comunicada por Jared Isaacman, novo administrador da agência, em Washington.
Segundo o anúncio, a NASA vai priorizar a infraestrutura necessária para uma presença sustentável na superfície lunar, em vez de manter a órbita de Gateway, que serviria de trampolim para futuras missões.
O plano Artemis, que visa regressar à Lua até 2028 com alunagens frequentes e uma base permanente, tinha um custo estimado em cerca de 20 mil milhões de dólares. A comunicação foi dada pela agência espanhola EFE, citando a NASA.
A base lunar proposta deverá, na terceira fase, possuir três habitats e obter recursos diretamente da Lua, conforme explicou Carlos García Galán, responsável do programa Base Lunar, à EFE.
A NASA mantém parcerias com entidades internacionais, incluindo a ESA, que desenvolve módulos para o Gateway, e conta com contribuições de empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, segundo a agência.
Isaacman indicou que, apesar de dificuldades com parte do equipamento, a NASA vai reutilizar o que for utilizável e manter o apoio de parceiros para alcançar os objectivos do programa Artemis.
A suspensão do Gateway não surpreende totalmente, já que o projeto foi visto por alguns como dispendioso face a outras ambições lunares, especialmente em contexto de orçamento e prazos.
A NASA continua a preparar o voo Artemis II, a primeira missão tripulada do programa, com quatro astronautas e uma órbita em torno da Lua, previsto para abril na Flórida após o regresso do motor SLS.
Mudança de estratégia
A decisão marca uma reorientação para uma presença lunar mais direta, centrada na superfície e na exploração de recursos locais.
Perspectivas e próximos passos
Mantêm-se as parcerias internacionais e o envolvimento do setor privado, com foco na viabilidade financeira e na prontidão para missões tripuladas subsequentes.
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