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Municípios querem maior protagonismo no desenho e implementação do PTRR

ANMP pede maior protagonismo municipal no PTRR; defende gestão descentralizada, financiamento a fundo perdido e medidas excecionais para reconstrução

Assembleia da República
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  • A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) enviou ao Governo contributos para o PTRR, pedindo maior protagonismo dos municípios no desenho e na implementação.
  • Os municípios estiveram na linha da frente do apoio às populações e devem ter palavra a dizer na definição de políticas e investimentos.
  • A ANMP alerta para abranger todos os municípios afetados, não apenas os 90 em calamidade, e defende a conclusão da inventariação de prejuízos com validação de dados.
  • Propõe um desenho do plano mais descentralizado, com gestão partilhada entre entidades locais, comissões de coordenação regional e entidades intermunicipais, evitando intervenção central sem valor acrescentado.
  • Reforça a necessidade de um pacote financeiro robusto com verbas a fundo perdido, defesa de uma reforma integrada da Administração Local e medidas excecionais como flexibilização orçamental e acesso a empréstimos.

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) entregou ao Governo um pacote de contributos sobre o PTRR, exigindo maior protagonismo dos municípios no desenho e na implementação do programa. A ANMP afirma que o envolvimento das autarquias é essencial para responder às necessidades locais.

A ANMP recorda que os municípios estiveram na linha da frente do apoio às populações e defendem participação ativa na definição de políticas e investimentos. A associação sublinha que os municípios têm de ter voz na solução.

No documento, enviado na última quinta-feira, a ANMP defende que a abrangência territorial das medidas não se limite aos 90 municípios em calamidade, devendo abranger todos os afetados. É necessária a validação dos prejuízos recolhidos.

A estrutura do PTRR deve ser o mais descentralizada possível, envolvendo entidades territoriais que já trabalham no terreno, como comissões de coordenação, entidades intermunicipais e os próprios municípios. Intervenção central deve ser limitada quando não acrescenta valor.

No plano financeiro, a ANMP solicita um pacote robusto de apoio à reconstrução, com verbas a fundo perdido, suficiente para reduzir assimetrias entre territórios. Reforçando que subvenções não reembolsáveis são essenciais para investimentos estruturantes.

Relativamente ao modelo de financiamento, o documento aponta que o PTRR precisa reconhecer a importância das subvenções não reembolsáveis para viabilizar obras com impacto público, sem retorno financeiro direto.

A ANMP também aponta para a necessidade de uma reforma da Administração Local, com novo enquadramento que seja mais transparente, previsível, flexível e responsável. O objetivo é modernizar a gestão municipal.

Descentralização, financiamento e medidas excecionais

Os municípios pedem medidas excecionais urgentes para quem enfrenta dificuldades, como flexibilização orçamental e de endividamento, acesso facilitado a empréstimos de curto prazo e adiamento de obrigações de reporte à DGAL e à ERSAR.

Foi proposta ainda a criação de regimes especiais para municípios em dificuldades financeiras, bem como a simplificação de fundos do Portugal 2030 e o adiamento ou ajustamento de prazos do PRR, assegurando financiamento adequado para projetos atrasados.

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