- Autoridades de Montreal proibiram a tradicional Marcha do Santo Cristo, organizada pela comunidade portuguesa, devido a uma lei recentemente aprovada destinada a impedir sobretudo muçulmanos de rezar nas ruas, mas que afeta também outras comunidades religiosas.
- A Missão Católica de Santa Cruz tinha pedido a licença em fevereiro; o borough de Plateau-Mont-Royal negou-a, nove dias antes do evento, a principal razão apontada.
- Emanuel Linhares disse à CTV News que a decisão surpreende e que a marcha é silenciosa, não envolve rezas.
- A organização planeia a presença de cerca de 2.000 pessoas e informou a Polícia de Montreal de que avançará sem licença.
- Linhares afirma que as autoridades de Montreal indicam que cabe a cada condado interpretar a lei, defendendo uma norma uniforme para evitar desigualdades.
A autoridades canadianas proibiram, neste domingo, a celebração da tradicional Marcha do Santo Cristo em Montreal. A marcha, organizada pela comunidade portuguesa local há 60 anos, ficou impedida por uma lei recente destinada a restringir rezas públicas de muçulmanos, mas que abrange outras comunidades religiosas.
A Missão Católica de Santa Cruz tinha solicitado a licença em fevereiro. O borough de Plateau-Mont-Royal negou-a apenas nove dias antes do evento, alegando cumprimento da lei. A marcha é silenciosa e não envolve rezas públicas, mas ficou sem autorização formal para avançar.
A organização estima a participação de 2000 pessoas e informou à Polícia de Montreal a intenção de realizar a procissão mesmo sem licença. Emanuel Linhares admite que a interpretação da lei varia entre condados, criando assim desigualdades entre comunidades.
Contexto legal e controvérsia
A medida causou controvérsia entre os organizadores, que defendem uma aplicação uniforme da lei. Segundo Linhares, é necessário um enquadramento legal que sirva todas as comunidades de forma equitativa.
A administração local afirma que compete a cada condado interpretar as exigências legais. O caso preocupa os organizadores pela possibilidade de futuras restrições a cerimónias religiosas públicas, independentemente da fé.
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