O programa do caça F-35 da Lockheed Martin enfrenta novos obstáculos na atualização crítica de software, o que compromete capacidades de combate num contexto de operações em vários cenários de conflito. A falha na implementação da atualização Technology Refresh 3 (TR-3) já atrasa o que o comitente espera ser o início da evolução para o Bloco 4, com sensores e armamento de maior precisão.
Relatórios das autoridades norte-americanas, citados pelo Gizmodo, indicam dificuldades na integração entre o novo hardware e o software. Enquanto aeronaves são entregues, muitas saem da linha de montagem com versões de software provisórias, usadas apenas para voos de treino, mantendo as capacidades de combate bloqueadas até ter garantida a estabilidade do código.
Os atrasos trazem impacto financeiro, com o custo total do programa F-35 estimado em mais de 1,7 biliões de dólares ao longo do ciclo de vida. Em termos de custos adicionais, o GAO já aponta centenas de milhões de dólares atribuídos aos atrasos na atualização TR-3.
A atualização TR-3 era considerada o alicerce para o Bloco 4, que adicionaria novas capacidades. No entanto, a complexidade da integração entre hardware e software tem sido maior do que o esperado, segundo o GAO. Projetos de software avançado elevam o risco técnico de cada atualização.
O papel da inteligência artificial e da análise de dados é central para a eficácia do F-35. Responsáveis pela defesa salientam a prioridade de não tornar obsoleto o hardware instalado antes que o software esteja estável para missões reais, numa maratona tecnológica de atualização constante.
O futuro da Força Aérea Portuguesa
Portugal já se posiciona entre os países interessados no F-35, conforme afirma o chefe do Estado-Mor da Força Aérea, general João Cartaxo Alves. A aposta seria substituir a frota de F-16, visando interoperabilidade com aliados da NATO.
O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, sinalizou que a escolha deverá considerar a soberania europeia e a previsibilidade dos aliados. Lisboa mantém ainda a análise de alternativas europeias, como o Saab JAS 39 Gripen, o Eurofighter Typhoon ou o Rafale, incluindo a possibilidade de soluções mistas ou de reforço da base industrial europeia.
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