No Mobile World Congress, em Barcelona, este ano, aeroportos ganharam protagonismo no segmento “Aeroporto do Futuro”. A inteligência artificial surge como elemento central para viagens cada vez mais congestionadas.
A ALBA Robot apresentou robôs com IA que movem passageiros e bagagens nos terminais. A ideia é levar o viajante cansado diretamente à porta de embarque, usando percursos otimizados e evitando obstáculos.
Segundo a startup italiana, os robôs já estão a operar em alguns aeroportos franceses e italianos, e encontram-se em testes no Reino Unido e nos EUA. Eles detetam o ambiente e mantêm a navegação segura.
A Outsight mostrou um software de IA que segue o percurso dos passageiros até à porta de embarque, com apoio de gémeos digitais. A tecnologia identifica fluxos de pessoas, filas e tempos de espera.
Os dados ajudam a evitar sobrelotação, reduzir tempos de espera e incentivar o trânsito para zonas comerciais. A ferramenta atribui identificadores únicos a objetos em movimento, assegurando rastreabilidade.
Um gémeo digital reproduz ambientes reais de aeroporto. A Outsight assegura que dados individuais são anonimizados, embora persista preocupação com a privacidade nas simulações.
Impacto operacional e ambiental
A tecnologia também pretende reduzir o gasto de combustível. A Waltr desenvolveu um sistema que monitora aviões ainda em terra para identificar desperdício.
A rede de câmaras detecta onde o combustível é consumido durante a circulação e o estacionamento. Pode sugerir aos pilotos que operem com menos motores em determinadas fases.
A Waltr afirma que o sistema já foi implementado em aeroportos. Segundo a empresa, a gestão de energia pode diminuir emissões associadas a operações em solo.
A procura por viagens tem aumentado face aos dados da IATA, com crescimento internacional de 7,1% no último ano. Autoridades e companhias estudam estas tecnologias para acompanhar a expansão.
Entre na conversa da comunidade