- A plataforma de classificação das provas está em manutenção até às 15h, impossibilitando o avanço dos docentes no início da correção.
- O atraso levou ao adiamento do prazo de afixação de notas de 14 de julho para 17 de julho.
- Este ano foram digitalizadas mais de 300 mil provas do ensino secundário, distribuídas aos professores para classificação pela plataforma.
- A Fenprof promete uma semana que pode esclarecer se o processo de exames de 2026 está comprometido, citando falhas anteriores na convocação e distribuição de materiais.
- A segunda fase dos exames nacionais, inicialmente marcada para 16 de julho, passa a arrancar a 20 de julho, com os resultados esperados a 7 de agosto.
O início da correção dos exames do ensino secundário voltou a ser marcado por falhas técnicas. A plataforma de classificação permanece em manutenção até às 15 horas desta segunda-feira, impedindo os docentes de avançar com a correção. O aviso na página inicial indica a reabertura às 15 horas, mantendo a paralisação no trabalho dos professores.
O adiamento afetou o calendário, já que o prazo para afixar notas foi adiado de 14 para 17 de julho. Este ano estão mais de 300 mil provas digitalizadas, distribuídas pelos professores para classificação, num objetivo de agilizar o processo que tem sido frequentementesacedido por problemas.
Contexto e impactos
A Fenprof alerta que o processo pode estar comprometido. O sindicato aponta que houve convocação tardia ou incorreta dos classificadores, itens não distribuídos e materiais ilegíveis ou extraviados. A estrutura de apoio e coordenação sofreu cortes, o que agrava as falhas operacionais.
Cristina Mota, representante do Missão Escola Pública, lamenta a continuidade de impedimentos ao acesso às provas e não sabe qual é a origem do problema. Entre docentes, surge a possibilidade de estar a ser instalado um novo botão para reportar ausências de folhas de continuação.
Perspectivas e próximos passos
A Fenprof comenta que a gestão tem mostrado dificuldades para apontar responsabilidades, associando as falhas a mudanças no ministério e na reforma educativa. A segunda fase das provas, marcada para iniciar a 16 de julho, apenas arrancará a 20, coincidindo com o lançamento das candidaturas ao ensino superior.
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirma que os constrangimentos técnicos e informáticos já teriam sido ultrapassados. O objetivo passa por assegurar que os professores disponham do tempo necessário para concluir a correção com rigor, sem comprometer a qualidade das classificações.
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