A União Europeia regista uma descida no abandono escolar precoce, mas a diversidade entre os países e as perspetivas de emprego mantêm-se relevantes. Em 2025, 9,1% dos jovens entre 18 e 24 anos abandonaram o ensino sem prosseguir estudo ou formação.
Entre os 27, a taxa variou de 2,1% na Croácia a 15,5% na Roménia. Os dados, do Eurostat, indicam que os homens abandonam mais que as mulheres, ainda que a tendência de diminuição seja global. Em dez anos, o abandono entre homens caiu de 12,5% para 10,6%, e entre mulheres de 9,4% para 7,5%.
A UE tem como meta reduzir para menos de 9% até 2030, meta já atingida por 17 países. As taxas mais baixas ocorreram na Croácia, Grécia e Irlanda, enquanto Roménia, Alemanha e Espanha registaram os valores mais altos em 2025.
Local de residência influencia a decisão de continuar os estudos
A situação habitual de habitação marca as tendências de abandono. Em 2025, as cidades registaram a taxa mais baixa (8%), seguidas por áreas rurais (9,6%) e zonas suburbanas (10,1%).
Roménia, Bulgária e Dinamarca destacaram-se com as maiores percentagens de jovens de 18 a 24 anos a viver em zonas rurais que abandonaram o ensino ao nível básico. Jovens romenos, espanhóis e alemães aparecem entre os que abandonam mais cedo nas cidades de média dimensão ou periferias.
Mercado de trabalho e abandono educativo
A relação entre abandono e emprego permanece marcada. Em 2024, 46,2% dos que abandonaram conseguiam emprego; 30,8% procuravam trabalho; 23,1% não estavam empregados nem procuravam.
Em 2025, apenas Países Baixos, Malta, Suécia, Chipre, Portugal, Espanha, Dinamarca, Alemanha e Letónia indicaram que 50% ou mais dos que abandonaram estavam empregados. Em vários países, a maioria não trabalhava, com valores elevados em Lituânia, Eslováquia, Bulgária e Croácia.
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