- Em 1968, António de Oliveira Salazar sofre um AVC e fica com capacidades intelectuais reduzidas.
- Ao regressar a São Bento, deixa de ser Presidente do Conselho de Ministros.
- O regime mente sobre a sua situação clínica, mantendo a aparência de normalidade pública.
- Salazar acredita, ainda, que continua a mandar, mesmo não exercendo o cargo.
- O episódio é recordado por José Filipe Costa no livro “Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar”.
Portugal, 1968. Salazar sofre um AVC que compromete as suas capacidades cognitivas. Ao regressar a São Bento, já não exerce o papel de Presidente do Conselho. O regime oculta a gravidade da sua condição, mantendo uma narrativa enganosa sobre a sua saúde.
José Filipe Costa recorda este episódio esquecido da nossa história no livro Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar, que investiga os últimos meses do regime. A obra analisa o funcionamento da tragédia política que se seguiu à crise de saúde do ditador.
O testemunho de José Filipe Costa
O autor questiona o equilíbrio de poder entre o regime e a governação, descrevendo como a tutela manteve a ficção da liderança de Salazar. O relato situa-se num momento de transição política em que o país vivia sob censura. A obra oferece contexto histórico e entrevista.
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