- No concurso interno, 14.396 docentes de carreira mudaram de quadro, escola ou grupo de recrutamento, com a mobilidade entre escolas a ser um aspeto central e as listas divulgadas pela AGSE.
- No concurso externo entraram 4.776 docentes nos quadros do Ministério da Educação, com 1.554 por via da vinculação dinâmica e 152 pela norma-travão.
- No total, os dois concursos colocaram 19.172 docentes para o ano lectivo de 2026/27, com mais de 5.454 colocados em zonas de maior dificuldade de recrutamento e retenção.
- As maiores colocações ocorreram no QZP 45 (Amadora, Cascais, Lisboa, entre outros) com 2.814 docentes e no QZP 46 (Setúbal e arredores) com 1.124.
- O Ministério afirma que divulgar as listas antes do final do ano lectivo visa maior estabilidade e permitir aos professores conhecerem o destino com mais de três meses de antecedência; prevê reformular o concurso a partir de 2027/2028 para um modelo anual, com concurso interno e externo, incluindo um sistema de contratação contínua.
Mais de 19 mil docentes vão integrar quadros do Ministério da Educação na próxima legislatura, segundo os concursos de mobilidade interna e externa. No total, 19.172 professores ficaram colocados para o ano letivo 2026/27, com 14.396 a mudar de quadro, escola ou grupo de recrutamento no âmbito interno e 4.776 a entrar nos quadros através do concurso externo. As listas definitivas foram divulgadas pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) na sexta-feira.
A maioria das colocações no concurso interno ocorreu em escolas novas, especialmente em áreas com maiores carências. Lisboa e Setúbal concentram grande parte das vagas, refletindo a pressão de recrutamento nessas regiões. Entre os docentes, houve 1810 colocados pelo concurso externo e 152 por normas específicas de vinculação, associadas a regimes de tempo de serviço ou a contratos sucessivos. Ainda entraram 1415 profissionais com pelo menos 365 dias de aulas nos últimos seis anos e 1655 candidatos com qualificação profissional, sem tempo de serviço relevante.
No total, 5454 docentes foram colocados em zonas com maiores dificuldades de recrutamento e retenção, como o QZP 45 (Lisboa, Oeiras, Cascais, Sintra, Loures, entre outros) com 2814, e o QZP 46 (Setúbal, Palmela, Montijo, Seixal, Sesimbra, Alcochete) com 1124 colocações. O Ministério afirma que a divulgação antecipada das listas facilita a estabilidade nas escolas e permite aos docentes conhecerem o destino com mais de três meses de antecedência.
Entre os dados por grupo de recrutamento, o 1.º Ciclo do ensino básico registou o maior número de colocações, com 3090 docentes. Seguem-se Educação Especial, com 1784, e Educação Pré-Escolar, com 1697, áreas onde há persistentes dificuldades de recrutamento. Ao todo, tinham sido admitidas mais de 32 mil candidaturas no concurso externo.
Os docentes colocados têm cinco dias úteis para aceitarem a colocação na plataforma SIGRHE. Quem ficou premiado em Quadros de Agrupamento ou de Escola deverá apresentar-se nas escolas em setembro; os vinculados a Quadros de Zona Pedagógica devem participar no concurso de Mobilidade Interna, que arranca a 10 de julho. A tutela confirma ainda que o sistema de concursos será reformulado a partir de 2027/2028, mantendo a graduação profissional e introduzindo um concurso interno e externo anual, com foco na ocupação de vagas permanentes e na mobilidade entre quadros.
O Governo sustenta que a mudança visa reduzir tempos de colocação e o número de alunos sem aulas, assegurando respostas mais rápidas às necessidades diárias das escolas, com sistemas de informação integrados e fiáveis.
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