- A greve da Agência para a Integração, Migrações e Asilo começou segunda-feira com adesão de muitos trabalhadores, mas os postos de atendimento continuam abertos.
- A greve foi definida para uma semana, para evitar o encerramento total dos postos; na sexta-feira pode haver encerramentos.
- O objetivo é chamar a atenção para a problemática da AIMA e, segundo o sindicato, o serviço enfrenta falhas de gestão, falta de pessoal e desmotivação entre quem lá trabalha.
- As condições de trabalho são apresentadas como miseráveis, com postos sem água, temperaturas extremas, tetos a cair e falta de computadores; são exigidas carreira especial e subsídio de especificidade de funções, além de formação inicial de dois meses.
- O Sindicato dos Técnicos de Migração pede audiência com o Presidente da República; a greve segue nos dias 2, 3 e 5 de junho, com preocupação adicional quanto ao recurso a serviços externos para funções técnicas.
A greve na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) arrancou esta segunda-feira, com a adesão de muitos trabalhadores, mas sem encerrar todos os postos de atendimento. O objetivo é manter os serviços abertos, evitando impactos maiores para quem já está sujeito a dificuldades migratórias.
Manuela Niza, presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração, afirmou que não houve encerramento total e que a greve deverá durar uma semana. Ainda assim, admite a possibilidade de alguns postos encerrarem já na sexta-feira.
A ação visa chamar a atenção para o que os trabalhadores classificam como falhas de gestão e organização na AIMA, que dizem comprometer o funcionamento dos serviços e o atendimento aos utentes.
Situação atual
Segundo a sindicalista, o cenário é de falta de pessoal, funções esgotadas e desmotivação entre quem ainda trabalha. O sistema é visto como incapaz de gerar resultados consistentes.
Alguns postos sofrem com condições difíceis, incluindo falta de água, problemas de temperatura e falta de equipamentos informáticos. Os trabalhadores consideram as condições de trabalho degradadas.
A greve acontece para exigir uma carreira dedicada à área, bem como o subsídio de especificidade de funções, prometido no início do primeiro governo de Montenegro. A tutela ainda não terá resposta.
Demandas e próximos passos
O sindicato defende uma formação inicial mínima de dois meses para novos técnicos, para melhorar a resposta aos utentes e evitar situações desumanas. Também pediu uma audiência com o Presidente da República.
A organização aponta ainda a migração como tema sensível politicamente, destacando que a vida de pessoas, incluindo crianças, está em jogo quando há falhas no serviço público.
A greve prossegue nos dias 2, 3 e 5 de junho, com foco na melhoria das condições de trabalho e na capacidade de gerir processos de regularização de residência. O recurso a serviços externos permanece como preocupação.
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