- Edgar Morin morreu em Paris, na sexta-feira, aos 104 anos, confirmou a sua mulher ao Le Monde.
- Considerado um dos grandes pensadores do último século, era filósofo e sociólogo, conhecido pela ideia do pensamento complexo.
- Publicou a primeira obra em 1946, O Ano Zero da Alemanha, que posteriormente inspirou um filme de Roberto Rossellini em 1948; destacou-se pela série O Método.
- Nascido em Paris como Edgar Nahoum, era filho de judeus sefarditas de Salónica e participou na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial, adotando o pseudónimo Morin.
- Trabalhou no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) desde os anos cinquenta; foi membro do Partido Comunista Francês, do qual foi expulso por discordâncias; faria 105 anos no próximo dia oito de julho.
Edgar Morin, filósofo e sociólogo francês, faleceu na sexta-feira, em Paris, aos 104 anos. A informação foi confirmada pela mulher do pensador ao jornal Le Monde. Morin é considerado um dos grandes nomes do pensamento do século XX.
Autodefinia-se como construtivista e era ligado ao conjunto de ideias da pensée complexe, o pensamento complexo. Publicou a sua primeira obra em 1946, O Ano Zero da Alemanha, que mais tarde inspirou um filme de Roberto Rossellini em 1948. Ao longo da carreira lançou mais de vinte livros sobre sociologia, cultura, política e conhecimento. A série O Método é uma das mais relevantes da sua obra, publicada em Portugal pela Publicações Europa-América.
Carreira e vida
Nascido em Paris com o nome de Edgar Nahoum, Morin era filho de judeus sefarditas oriundos de Salónica, Grécia. Estudou História, Geografia e Direito. Participou na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial, período em que adotou o pseudónimo Morin após um engano de um camarada. A partir dos anos 1950 desenvolveu a sua investigação em várias instituições francesas, incluindo o CNRS.
Morin chegou a integrar o Partido Comunista Francês, mas foi expulso por discordâncias com a orientação oficial. Caso viva até 8 de julho, completaria 105 anos. A sua obra permanece como referência no campo da sociologia, da filosofia e da teoria da complexidade.
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