- O caos no novo sistema de controlo fronteiriço dos aeroportos portugueses leva a que passageiros percam voos e não sejam ressarcidos.
- A Deco, associação de defesa do consumidor, avisa que os prejuízos ficam numa zona cinzenta da lei, sem proprietários automáticos de responsabilidade.
- A AirHelp afirma que os viajantes continuam a ser os principais prejudicados por falhas operacionais e pede maior transparência e apoio.
- Pedro Miguel Madaleno, representante da Air Help em Portugal, sublinha que são os passageiros quem mais sofre quando os sistemas falham.
O caos causado pelo novo sistema de controlo fronteiriço nos aeroportos de Portugal está a criar uma zona de responsabilidades pouco clara. Passageiros que perdem voos devido às filas de controlo enfrentam dificuldades na reparação dos prejuízos.
A Deco, associação de defesa do consumidor, destaca que os danos sofridos por quem perde um voo entram numa área cinzenta da lei, sem que um responsável reconheça automaticamente as perdas. A organização pede maior clareza regulatória para evitar prejuízos aos passageiros.
A AirHelp afirma que os viajantes continuam a ser os principais prejudicados por falhas operacionais e defende maior transparência e apoio aos passageiros afetados. Em Portugal, o representante da AirHelp, Pedro Miguel Madaleno, disse por email que, com demasiada frequência, são os passageiros os que vão suportar as consequências quando os sistemas falham.
Posições dos intervenientes
A Deco assinala que a desorganização percebida nas filas de controlo coloca o peso financeiro das falhas nos utilizadores, sem uma resposta objetiva de entidades públicas ou privadas. O grupo sublinha a necessidade de mecanismos de compensação mais previsíveis.
A AirHelp reforça que a responsabilidade não deve recair exclusivamente nos viajantes e que as companhias áreas precisam de adaptar políticas de assistência e reembolso diante de atrasos provocados por falhas técnicas ou logísticas. O debate mantém-se sem soluções fáceis no curto prazo.
Entre na conversa da comunidade