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Comissão Europeia alerta para crescimento do discurso de ódio em crianças

Relatório da Comissão Europeia contra o Racismo alerta para o impacto crescente do discurso de ódio nas crianças, especialmente online, com professores mal preparados

Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância diz que os professores não estão suficientemente preparados para lidar com essas situações
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  • A Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) alertou para o crescente impacto do discurso de ódio em crianças e jovens, sobretudo online e nas escolas.
  • O relatório anual de actividades de 2025 identifica níveis alarmantes de discursos discriminatórios na Europa, incluindo Portugal.
  • A ECRI afirma que as escolas podem ser locais de difusão de discursos de ódio e que os professores não estão suficientemente preparados para lidar com estas situações.
  • Recomenda fortalecer a educação em direitos humanos e a literacia mediática para prevenir o ódio offline e online e promover a convivência intercultural.
  • O documento aponta para a necessidade de moderar o conteúdo de ódio online, incentivar políticas inclusivas e melhorar o enquadramento legislativo, com foco na proteção de grupos vulneráveis.

A Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) alerta para o crescente impacto do discurso de ódio em crianças e jovens, sobretudo online e nas escolas. O relatório anual de atividades de 2025 aponta níveis alarmantes na Europa e na prática educativa.

Segundo a ECRI, as escolas são espaços onde o discurso discriminatório pode prosperar, com exemplos de debates sobre conflitos no Médio Oriente a gerarem falta de empatia entre alunos. Os professores não estão suficientemente preparados para combater estas situações.

A comissão recomenda fortalecer a educação em direitos humanos e promover a literacia mediática para prevenir o ódio offline e online, fortalecendo a resiliência dos jovens perante o racismo e a intolerância.

A ECRI observa que alguns países limitaram discussões sobre temas sensíveis, em vez de usar a educação para fomentar convívios interculturais e reduzir estereótipos racistas ou homofóbicos entre alunos.

A entidade identifica o discurso de ódio predominante como xenófobo, com outras tipologias associadas a religião, cidadania, orientação sexual e identidade de género a também impulsionar discriminação.

Grupos alvo comuns incluem estrangeiros, pessoas LGBTQIA+, ciganos e muçulmanos, sobretudo em períodos eleitorais, quando circulam estereótipos e desinformação.

No âmbito político, a ECRI incentiva a autorregulação entre partidos e a promoção de narrativas antidiscriminatórias, além de defender um enquadramento legislativo claro e políticas inclusivas.

O relatório também chama a atenção para violência contra ativistas e grupos que defendem a oposição ao racismo e à homofobia, ressaltando a necessidade de proteção e espaços seguros para expressão.

Entre os desafios está o combate ao discurso de ódio online, que se propaga rapidamente com perfis anónimos. A ECRI defende moderação de conteúdo em larga escala e cooperação entre autoridades, tech e sociedade civil, sem restringir a liberdade de expressão.

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