Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Moradores de Lisboa pedem verificação de queixas de ruído antes de eventos

Relatório aponta pico histórico de 109 eventos ruidosos autorizados em maio, defendendo verificação prévia de queixas de ruído antes de licenças

Festas dos Santos Populares são ocasião em que ocorre a emissão de muitas licenças de ruído
0:00
Carregando...
0:00
  • Em maio, Lisboa autorizou 109 eventos ruidosos em simultâneo, pico histórico segundo a associação Vizinhos em Lisboa, que defende verificação de queixas antes da emissão de licenças.
  • O estudo cruzou 1020 licenças de Ocupação Temporária do Espaço Público emitidas entre 2021 e 2027 com 26.539 ocorrências de ruído registadas entre 2017 e 2025.
  • As concentrações máximas decorrem da sobreposição de 21 arraiais, da Feira do Livro, de dois mercados nas Avenidas Novas e de múltiplos eventos culturais.
  • A associação acusa a Câmara Municipal de Lisboa de não possuir mecanismos de controlo de carga sonora por freguesia, dificultando a gestão preventiva do impacto acústico.
  • O relatório aponta que as Licenças Especiais de Ruído não são públicas e propõe várias medidas, incluindo verificação de queixas anteriores, monitorização acústica e publicação de resultados.

O que aconteceu

Uma associação de moradores de Lisboa afirma que maio registou um máximo histórico de 109 eventos ruidosos autorizados pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), ocorrendo de forma simultânea. O dado surge de um cruzamento entre licenças de Ocupação Temporária do Espaço Público (UCT) e ocorrências de ruído reportadas pela plataforma Na Minha Rua.

Quem está envolvido, quando e onde

A associação Vizinhos em Lisboa organizou o levantamento com base em dados de 2021 a 2027, abrangendo toda a cidade de Lisboa. A análise aponta que a sobreposição de 21 arraiais, a Feira do Livro, mercados nas Avenidas Novas e múltiplos eventos culturais contribuíram para o pico. O relatório foi hoje divulgado.

Why e contexto

O estudo denuncia a ausência de um mecanismo de controlo da carga sonora por freguesia, o que, segundo a associação, dificulta a gestão prévia do impacto acústico. Entre freguesias mais afetadas estão Santa Maria Maior, Arroios e Misericórdia, com maior saturação de ruído e número de queixas.

Propostas da associação

A Vizinhos em Lisboa recomenda a consulta obrigatória ao histórico de queixas nos 12 meses anteriores e a criação de uma presunção desfavorável para emissões de LER em situações recorrentes. Propõe também monitorização acústica semanal para eventos com mais de 30 dias e publicação transparente dos resultados.

Mais detalhes e implicações

O relatório argumenta que as licenças especiais de ruído (LER) não são públicas, o que dificulta recursos legais preventivos. Questiona ainda que licenças anuais excedem a excecionalidade, sugerindo que algumas atividades sejam enquadradas como permanentes e sujeitas a outro licenciamento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais