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Parlamento aprova gratuitidade da assistência a pessoas com deficiência

Parlamento aprova gratuitidade da assistência pessoal para pessoas com deficiência, ampliando o acesso no âmbito do Modelo de Apoio à Vida Independente

Assembleia da República
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  • O Parlamento aprovou o reforço do serviço de assistência para pessoas com deficiência, tornando-o gratuito no âmbito do Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI).
  • O texto prevê a gratuitidade do serviço, eliminando a comparticipação das famílias e a condição de recursos, para alargar o acesso.
  • A votação na especialidade, pedida pelo PS, ocorreu após aprovação na generalidade, com cinco alterações aprovadas; os votos contra foram do PSD e CDS-PP.
  • A deputada Patrícia Faro afirmou tratar-se de uma segunda oportunidade para tornar o serviço uma realidade; o PSD criticou o processo e o financiamento, enquanto o Chega destacou benefícios para os mais frágeis.
  • Partidos como Livre e PCP destacaram a importância da gratuitidade e das condições de trabalho dos assistentes pessoais, com alertas sobre robustez de políticas de longo prazo.

O Parlamento aprovou nesta sexta-feira, em votação final global, o alargamento e a gratuitidade do serviço de assistência pessoal para pessoas com deficiência, no âmbito do Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI). A iniciativa é do PS e visa reforçar a autonomia e a inclusão.

A mudança central elimina a comparticipação familiar e a condição de recursos para acesso ao serviço. O objetivo é ampliar o número de beneficiários e tornar o apoio financeiro inexistente para quem dele necessitar.

Depois da generalidade, o PS trouxe para plenário a votação na especialidade, apresentando cinco alterações que foram aprovadas com os votos contra apenas do PSD e CDS-PP. O texto agora segue para promulgação.

Contexto e desdobramentos

O PS justificou a avocação pelo plenário como uma segunda oportunidade para consolidar o acesso gratuito ao serviço de assistência pessoal. A comissão já tinha aprovado uma versão anterior do projeto.

O PSD criticou a forma de avaliação e a abrangência do mecanismo financeiro, dizendo que não houve consulta suficiente a entidades. O CDS-PP reforçou preocupações sobre a implementação territorial.

Reações políticas

Segundo o Chega, as alterações visam apoiar os mais frágeis e foram viabilizadas para abrir debate sobre o que foi decidido nas comissões. Partidos da esquerda destacaram a prioritização da gratuitidade e das condições de trabalho dos assistentes pessoais.

A deputada de um bloco afirmou que o caminho é assegurar a gratuitidade do modelo e das condições de trabalho. O PCP sublinhou a necessidade de políticas robustas para dignidade habitacional de pessoas com deficiência.

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