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Ébola: voluntários morreram na RD Congo e Angola em risco de transmissão

Voluntários da Cruz Vermelha morrem no epicentro do surto de Ébola na RD Congo; Angola está entre dez países em risco

Desinfecção de um mercado na província de Ituri, a mais afectada, na República Democrática do Congo
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  • Voluntários da Cruz Vermelha na Mongbwalu, Ituri, RDC, Alikana Udumusi Augustin; Sezabo Katanabo; Ajiko Chandiru Viviane morreram no atual surto de Ébola, com mortes observadas entre 5 e 16 de maio.
  • A hipótese é de terem contraído o vírus ao serviço, a 27 de março, durante remoção de corpos, numa missão humanitária não associada ao surto.
  • Angola está entre os dez países em risco de ser afetado pelo vírus, segundo o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças.
  • Segundo a OMS, já foram confirmados 82 casos de Ébola Bundibugyo, com sete mortes; há 177 suspeitas e quase 750 casos suspeitos.
  • Uganda anunciou mais três casos, elevando para cinco as infecções confirmadas, com reforço do rastreio de contactos para conter a propagação.

O surto de Ébola na República Democrática do Congo continua a evoluir, com três voluntários da Cruz Vermelha a morrerem após terem atuado em 27 de março, quando o surto ainda não era conhecido. Os falecidos eram Alikana Udumusi Augustin, Sezabo Katanabo e Ajiko Chandiru Viviane, ligados à filial de Mongbwalu, Ituri.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha confirmou que os voluntários podem ter contraído o vírus durante atividades de remoção de corpos, naquele periodo da missão humanitária. A confidencialidade dos detalhes acompanha o relatório divulgado neste sábado. As mortes situam-se entre as primeiras associadas ao surto, detectado a meio de maio.

Posição e números actuais

Até agora, a Organização Mundial da Saúde contabiliza 82 casos de Ébola da linhagem Bundibugyo, com sete mortes confirmadas, 177 suspeitas e perto de 750 casos em avaliação. O epicentro permanece em Ituri, no leste do país.

No mesmo dia, Angola foi indicada pela África como um dos dez países em risco de ser afetado. A lista inclui Sudão do Sul, Ruanda, Quénia, Tanzânia, Etiópia, Congo, Burundi, Angola, República Centro-Africana e Zâmbia, conforme o diretor-geral do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças.

Situação regional e reforços

Este sábado foram confirmados três novos casos no Uganda, elevando para cinco as infecções no país vizinho. As autoridades indicaram que o rastreio de contactos está a ser reforçado para conter a disseminação, com casos identificados num motorista, um profissional de saúde e uma cidadã congolesa.

O surto foi declarado na província de Ituri a 15 de maio, com a taxa de mortalidade associada à estirpe Bundibugyo entre 30% e 50%. Não existe vacina ou tratamento específico autorizado, havendo esforços internacionais para desenvolver opções terapêuticas.

Reforço na resposta internacional

O Banco Mundial informou envio de recursos e pessoal à região, preparando financiamento adicional para apoiar a resposta. Organizações internacionais continuam a mobilizar esforços para manter a atenção sobre a propagação e apoiar sistemas de saúde dos países vizinhos, em particular onde a fragilidade é maior.

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